terça-feira, 11 de maio de 2010

Grupo

Grupo: Naiara, Anna Flávia e Vinícius

História



Pré historia


Um dos períodos mais fascinantes da história humana é a Pré-História. Esse período não foi registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente a época anterior à escrita. Tudo o que sabemos dos homens que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem.


Divisão da Pré-História:




Paleolítico - a principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada é o naturalismo. O artista pintava os seres, um animal, por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista captava. Atualmente, a explicação mais aceita é que essa arte era realizada por caçadores, e que fazia parte do processo de magia por meio do qual procurava-se interferir na captura de animais, ou seja, o pintor-caçador do Paleolítico supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem. Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho. Utilizavam as pinturas rupestres, isto é, feitas em rochedos e paredes de cavernas. O homem deste período era nômade. Os artistas do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. Mas, tanto na pintura quanto na escultura, nota-se a ausência de figuras masculinas. Predominam figuras femininas, com a cabeça surgindo como prolongamento do pescoço, seios volumosos, ventre saltado e grandes nádegas. Destaca-se: Vênus de Willendorf.




PALEOLÍTICO INFERIOR • aproximadamente 5.000.000 a 25.000 a.C.; • primeiros hominídios; • caça e coleta; • controle do fogo; e • instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas, machados.




PALEOLÍTICO SUPERIOR • instrumentos de marfim, ossos, madeira e pedra: machado, arco e flecha, lançador de dardos, anzol e linha; e • desenvolvimento da pintura e da escultura. ~~> Neolítico - a fixação do homem da Idade da Pedra Polida, garantida pelo cultivo da terra e pela manutenção de manadas, ocasionou um aumento rápido da população e o desenvolvimento das primeiras instituições, como família e a divisão do trabalho. Assim, o homem do Neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos, de fabricar cerâmicas e construiu as primeiras moradias, constituindo-se os primeiros arquitetos do mundo. Conseguiu ainda, produzir o fogo através do atrito e deu início ao trabalho com metais. Todas essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. O homem, que se tornara um camponês, não precisava mais ter os sentidos apurados do caçador do Paleolítico, e o seu poder de observação foi substituído pela abstração e racionalização. Como conseqüência surge um estilo simplificador e geometrizante, sinais e figuras mais que sugerem do que reproduzem os seres. Os próprios temas da arte mudaram: começaram as representações da vida coletiva. Além de desenhos e pinturas, o artista do Neolítico produziu uma cerâmica que revela sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objeto, também esculturas de metal. Desse período temos as construções denominadas dolmens. Consistem em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no chão, como se fossem paredes, e uma grande pedra era colocada horizontalmente sobre elas, parecendo um teto. E o menir que era monumento megalítico que consiste num único bloco de pedra fincado no solo em sentido vertical. O Santuário de Stonehenge, no sul da Inglaterra, pode ser considerado uma das primeiras obras da arquitetura que a História registra. Ele apresenta um enorme círculo de pedras erguidas a intervalos regulares, que sustentam traves horizontais rodeando outros dois círculos interiores. No centro do último está um bloco semelhante a um altar. O conjunto está orientado para o ponto do horizonte onde nasce o Sol no dia do solstício de verão, indício de que se destinava às práticas rituais de um culto solar. Lembrando que as pedras eram colocadas umas sobre as outras sem a união de nenhuma argamassa.




NEOLÍTICO • aproximadamente 10.000 a 5.000 a.C. • instrumentos de pedra polida, enxada e tear; • início do cultivo dos campos; • artesanato: cerâmica e tecidos; • construção de pedra; e • primeiros arquitetos do mundo.




IDADE DOS METAIS • aproximadamente 5.000 a 3.500 a.C. • aparecimento de metalurgia; • aparecimento das cidades; • invenção da roda; • invenção da escrita; e • arado de bois.




As Cavernas Antes de pintar as paredes da caverna, o homem fazia ornamentos corporais, como colares, e, depois magníficas estatuetas, como as famosas “Vênus”. Existem várias cavernas pelo mundo, que demonstram a pintura rupestre, algumas delas são:




Caverna de ALTAMIRA, Espanha, quase uma centena de desenhos feitos a 14.000 anos, foram os primeiros desenhos descobertos, em 1868. Sua autenticidade, porém, só foi reconhecida em 1902.




Caverna de LASCAUX, França, suas pinturas foram achadas em 1942, têm 17.000 anos. A cor preta, por exemplo, contém carvão moído e dióxido de manganês.




Caverna de CHAUVET, França, há ursos, panteras, cavalos, mamutes, hienas, dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos, descoberta em 1994.




Gruta de RODÉSIA, África, com mais de 40.000 anos. Parque Nacional Serra da Capivara - Sudeste do Estado do Piauí, ocupando áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. Nessa região encontra-se uma densa concentração de sítios arqueológicos, a maioria com pinturas e gravuras rupestres. Onde havia gente - Os arqueólogos já encontraram vários registros de seres humanos pré-históricos que viviam no Brasil há pelo menos 11.000 anos.




Curiosidades: "O trajeto marítimo do Homo erectus" e "Os ancestrais do homem moderno": Os primeiros homens da América - Estudos mostram que a colonização deve ter sido mais complexa do que


Primeiras Sociedades




ARTE MESOPOTÂMICA


No início do século XX, importantes expedições arqueológicas de cientistas americanos, ingleses e alemães se deslocaram para os vales circundados pelos rios Tigre e Eufrates para prosseguir com o trabalho dos pesquisadores que, em meados de 1819, haviam desenterrado os primeiros restos da civilização mais antiga do Oriente Próximo: os sumérios. Esse povo, que por volta do ano 3500 a.C. havia se estabelecido nas terras da Mesopotâmia, erigiu uma das civilizações mais esplendorosas do mundo antigo. Nas escavações realizadas nas tumbas do vale, os objetos encontrados, tanto os de uso diário quanto os suntuosos, além das ruínas arquitetônicas, permitiram também fazer um traçado da história e dos costumes de outros povos importantes que posteriormente ocuparam a região: babilônios, assírios e persas, entre outros. A cidade mais antiga até hoje desenterrada pelas expedições arqueológicas é Uruk, mencionada na Bíblia como Erech, circundada por uma extensa muralha e com um templo pré-histórico. Não menos importantes foram as escavações em Ur, na Caldéia, e na Babilônia, com sua Porta dos Deuses e os Jardins Suspensos, sem esquecer Assur, berço da cultura assíria; Nínive, com a Biblioteca de Assurbanipal; Lagash, onde aparece a primeira estela de narrações épicas; a esplêndida Dur-Sarrukin, de Sargão; e Nimrud, sede do palácio de Salmanasar. O passar dos séculos não conseguiu apagar totalmente os estilos das primeiras cidades sumérias, mas, ao contrário, garantiu e estilizou, às vezes aprimorando, as formas originais. Talvez o período em que a evolução da arte na Mesopotâmia se revele melhor seja o compreendido entre os séculos VIII e VI a.C., sob os reinados de Ciro, o Grande, e Dario. Os limites do império persa se estendiam muito além da região mesopotâmica, mas na totalidade das manifestações aquemênidas é possível encontrar referências muito concretas à ourivesaria suméria, ao baixo-relevo babilônico e à estatuária assíria com certos detalhes egípcios, hebreus ou jônicos, como nas cidades de Persépolis, Pasárgada e Susa. Escultura: As primeiras esculturas descobertas na Mesopotâmia datam de 5000 a.C. e são em sua maioria figuras que lembram muito as Vênus pré-históricas encontradas no restante da Europa. No milênio seguinte reflete-se uma estilização das formas tendentes ao naturalismo e são encontradas peças de mármore, tais como bustos, estelas comemorativas e relevos. A mais importante é a estela encontrada em Langash, não apenas por ser considerada a mais antiga do mundo, como também porque é nela que aparece pela primeira vez a representação de uma batalha. As estátuas mais características são figuras de homem ou mulher em pé, chamadas de oradores, trajados com túnicas amplas, com as mãos postas na altura do peito, sendo o rosto a parte mais chamativa do conjunto, devido ao superdimensionamento dos olhos, normalmente elaborados com incrustações de pedra. Quanto aos relevos, sua importância é indubitavelmente fundamental para a compreensão da história, da iconografia religiosa e do cerimonial dos povos mesopotâmicos. Existiam vários tipos, entre eles os esculpidos em pedra e os realizados sobre ladrilhos esmaltados, como é o caso dos poucos restos encontrados da famosa "Porta dos Deuses" (o que, na verdade, significa Babilônia) e os de argila. Dependendo do povoado e da cidade, os temas e os estilos variavam: durante as dinastias acádia e persa, a temática era a narração da vitória dos reis, enquanto na época dos babilônios a preferência era pelas representações das divindades ou das tarefas cotidianas do povo. ARTE




EGIPICIA


Em todos os tempos, a civilização egípcia foi, sem dúvida, uma das culturas orientais mais admiradas e estudadas pelas nações ocidentais. As investigações sobre essa antiga e misteriosa civilização atingiram o auge na Idade Média e no renascimento, mas foi somente no período neoclássico que avançaram decisivamente. Com base na pedra Rosetta, encontrada por um soldado de Napoleão, o cientista francês Jean- François Champollion decodificou em 1799 uma série muito importante de hieróglifos, levando em conta as traduções em grego e em escrita demótica feitas na pedra. A partir de então constituiu-se a ciência da egiptologia. Sua aplicação imediata serviu para a tradução e interpretação dos textos pintados e gravados em muros e esculturas de templos funerários. Esses textos, por sua vez, revelavam a sua função: repouso de reis e nobres e de seus incalculáveis tesouros, após sua morte. Muito pouco, no entanto, resistiu até os nossos dias. Os magníficos tesouros dos faraós foram, em sua época, alvo de assaltantes e ladrões, que ignoraram seu caráter intocável e sagrado. As obras conservadas mais significativas pertencem ao chamado império novo. A imponência e beleza dos templos de Luxor e Carnac e o delicado trabalho de ourivesaria também em objetos de uso diário refletem o apogeu de uma cultura que perseguiu, na beleza indescritível das manifestações artísticas, uma sincera oferenda a suas inúmeras divindades, cada qual para uma situação. Essas entidades costumavam ser representadas por esculturas com corpo de homem e cabeça de animal, vestidas com os mesmos trajes usados pelo faraó, um deus na terra. Pintura: A pintura egípcia teve seu apogeu durante o império novo, uma das etapas históricas mais brilhantes dessa cultura. Entretanto, é preciso esclarecer que, devido à função religiosa dessa arte, os princípios pictóricos evoluíram muito pouco de um período para outro. Contudo, eles se mantiveram sempre dentro do mesmo naturalismo original. Os temas eram normalmente representações da vida cotidiana e de batalhas, quando não de lendas religiosas ou de motivos de natureza escatológica. As figuras típicas dos murais egípcios, de perfil mas com os braços e o corpo de frente, são produto da utilização da perspectiva da aparência. Os egípcios não representaram as partes do corpo humano com base na sua posição real, mas sim levando em consideração a posição de onde melhor se observasse cada uma das partes: o nariz e o toucado aparecem de perfil, que é a posição em que eles mais se destacam; os olhos, braços e tronco são mostrados de frente. Essa estética manteve-se até meados do império novo, manifestando-se depois a preferência pela representação frontal. Um capítulo à parte na arte egípcia é representado pela escrita. Um sistema de mais de 600 símbolos gráficos, denominados hieróglifos, desenvolveu-se a partir do ano 3300 a.C. e seu estudo e fixação foi tarefa dos escribas. O suporte dos escritos era um papel fabricado com base na planta do papiro. A escrita e a pintura estavam estreitamente vinculadas por sua função religiosa. As pinturas murais dos hipogeus e as pirâmides eram acompanhadas de textos e fórmulas mágicas dirigidas às divindades e aos mortos. É curioso observar que a evolução da escrita em hieróglifos mais simples, a chamada escrita hierática, determinou na pintura uma evolução semelhante, traduzida em um processo de abstração. Essas obras menos naturalistas, pela sua correspondência estilística com a escrita, foram chamadas, por sua vez, de Pinturas Hieráticas. Do império antigo conservam- se as famosas pinturas Ocas de Meidun e do império novo merecem menção os murais da tumba da rainha Nefertari, no Vale das Rainhas, em Tebas. Escultura: A escultura egípcia foi antes de tudo animista, encontrando sua razão de ser na eternização do homem após a morte. Foi uma estatuária principalmente religiosa. A representação de um faraó ou um nobre era o substituto físico da morte, sua cópia em caso de decomposição do corpo mumificado. Isso talvez pudesse justificar o exacerbado naturalismo alcançado pelos escultores egípcios, principalmente no império antigo. Com o passar do tempo, a exemplo da pintura, a escultura acabou se estilizando. As estatuetas de barro eram peças concebidas como partes complementares do conjunto de objetos no ritual funerário. Já a estatuária monumental de templos e palácios surgiu a partir da dinastia XVIII, como parte da nova arquitetura imperial, de caráter representativo. Paulatinamente, as formas foram se complicando e passaram do realismo ideal para o amaneiramento completo. Com os reis ptolemaicos, a grande influência da Grécia revelou-se na pureza das formas e no aperfeiçoamento das técnicas. A princípio, o retrato tridimensional foi privilégio de faraós e sacerdotes. Com o tempo estendeu-se a certos membros da sociedade, como os escribas. Dos retratos reais mais populares merecem menção os dois bustos da rainha Nefertite, que, de acordo com eles, é considerada uma das mulheres mais belas da história universal. Ambos são de autoria de um dos poucos artistas egípcios conhecidos, o escultor Thutmosis, e encontram-se hoje nos museus do Cairo e de Berlim. Igualmente importantes foram as obras de ourivesaria, cuja maestria e beleza são suficientes para testemunhar a elegância e a ostentação das cortes egípcias. Os materiais mais utilizados eram o ouro, a prata e pedras. As jóias sempre tinham uma função específica (talismãs), a exemplo dos objetos elaborados para os templos e as tumbas. Os ourives também colaboraram na decoração de templos e palácios, revestindo muros com lâminas de ouro e prata lavrados contendo inscrições, dos quais restaram apenas testemunho.






A Grécia Antiga




Grécia Antiga é o termo geralmente usado para descrever, em seu período clássico antigo, o mundo grego e áreas próximas (como Chipre, Anatólia, sul da Itália, da França e costa do mar Egeu, além de assentamentos gregos no litoral de outros países —; como o Egipto). Não existe uma data fixa ou sequer acordo quanto ao período em que se iniciou e terminou a Grécia Antiga. O uso comum situa toda história grega anterior ao império romano como pertencente a esse período, mas os historiadores usam o termo Grécia Antiga de modo mais preciso. Alguns escritores incluem o período minóico e o período micênico (entre 1600 e 1100 a.C.) dentro da Grécia Antiga, enquanto que outros argumentam que essas civilizações eram tão diferentes das culturas gregas posteriores que, mesmo falando grego, devem ser classificadas à parte. Tradicionalmente, a Grécia Antiga abrange desde os primeiros Jogos Olímpicos em 776 a.C. (alguns historiadores estendem o começo para 1000 a.C.) até à morte de Alexandre, o Grande em 323 a.C. O período seguinte é o do helenismo. Estas datas são convenções dos historiadores e alguns autores chegam mesmo a considerar a Grécia Antiga como um período presente até o advento do cristianismo, no terceiro século da era cristã. Os antigos gregos autodenominavam-se helenos, e a seu país chamavam Hélade. Nunca chamaram a si mesmos de gregos nem à sua civilização Grécia, pois ambas essas palavras são latinas, tendo sido-lhes atribuídas pelos romanos.


Período




• Pré-Homérico (1900-1100 a.C) — Período antes da formação do homem grego e da chegada cretense e fenícia. Nessa época, estavam se desenvolvendo as civilizações Cretense ou Minóica (ilha de Creta) e a Micênica (continental).




• Homérico (1100-700 a.C) — Quando acontece a chegada de Homero, que foi considerado marco na história por suas obras, Odisséia e Ilíada. Período que iniciou a ruralização e comunidade gentílica (comunidade na qual um ajuda o outro na produção e colheita). Só plantavam o que iriam consumir (quando a terra não estava fértil saíam em busca de terra).




• Obscuro (1150-800 a.C.) — Chegada dos aqueus, dóricos, eólios e jônicos; formação dos génos; ausência da escrita. • Arcaico (800-500 a.C.) — Formação da pólis; colonização grega; aparecimento do alfabeto fonético, da arte e da literatura além de progresso econômico com a expansão da divisão do trabalho, do comércio, da indústria e processo de urbanização. É neste período onde os vários modelos das pólis vão se constituindo, definindo assim a estrutura interna de cada cidade-Estado.




• Clássico (500-338 a.C.) — O período de esplendor da civilização grega, ainda que discutível. As duas cidades consideradas mais importantes desse período foram Esparta e Atenas, além disso outras cidades muito importantes foram Tebas, Corinto e Siracusa. Neste momento a História da Grécia é marcada por uma série de conflitos externos (Guerras Médicas) e interno (Guerra do Peloponeso).




• Helenístico (338-146 a.C.) — Crise da pólis grega, invasão macedônica, expansão militar e cultural helenística, a civilização grega se espalha pelo Mediterrâneo e se funde a outras culturas. Civilização minóica Pintura mural em Cnossos.




Civilização Minóica




A civilização minóica foi uma civilização existente nas ilhas do mar Egeu entre 2200 a.C. e 1400 a.C.. Esta civilização foi descoberta pelo arqueólogo inglês Arthur Evans, tendo o seu foco principal na ilha de Creta. A civilização minóica teria surgido a partir de uma fusão dos habitantes de Creta com populações que se fixaram nesta ilha vindas da Ásia Menor. Os Minóicos tiveram como principal actividade económica o comércio e criaram uma civilização que tinha em grandes palácios os seus centros administrativos. Em torno dos palácios existiam casas, não sendo os palácios amuralhados. Os palácios apresentavam sistemas de iluminação e esgotos e estavam decorados com belas pinturas. Os Minóicos já conheciam a escrita (Linear A e Linear B) e destacaram-se pelo trabalho do ouro e das gemas, bem como por uma cerâmica decorada com motivos marítimos e geométricos. Suas terras mais férteis estavam na parte esquerda da ilha, onde se encontravam as principais cidades como Cnossos (capital) e Kato-Zacros. Apesar dos seus palácios terem sofrido com os terremotos que atingiam a região, os Minóicos prosperaram até 1400 a.C. A decadência desta civilização parece ter sido o resultado de ataques de inimigos, entre os quais se encontrariam os Micénicos.




ASPECTOS DA CULTURA GREGA


A Grécia Antiga é considerada pelos historiadores como uma civilização de grande esplendor cultural. Os gregos desenvolveram a filosofia, as artes, a tecnologia, os esportes e muito mais. Tamanha era a importância desta cultura, que os romanos, ao invadir a Península Balcânica, não resistiram e beberam nesta esplendida fonte cultural. Vejamos os principais elementos da cultura grega.




Artes Plásticas


Os gregos eram excelentes escultores, pois buscavam retratar o corpo humano em sua perfeição. Músculos, vestimentas, sentimentos e expressões eram retratados pelos escultores gregos. As artes plásticas da Grécia Antiga influenciaram profundamente a arte romana e renascentista.




Filosofia


A cidade de Atenas foi palco de grande desenvolvimento filosófico durante a o Período Clássico da Grécia (século V AC). Os filósofos gregos pensavam e criavam teorias para explicar a complexa existência humana, os comportamentos e sentimentos. Podemos destacar como principais filósofos gregos Platão e Sócrates.




Esportes


Foram os gregos que desenvolveram os Jogos Olímpicos. Aconteciam de quatro em quatro anos na cidade grega de Olímpia. Era uma homenagem aos deuses, principalmente a Zeus (deus dos deuses). Atletas de diversas cidades gregas se reuniam para disputarem esportes como, por exemplo, natação, corrida, arremesso de disco entre outros. Os vencedores das Olimpíadas eram recebidos em suas cidades como verdadeiros heróis.




Mitologia


Para explicarem as coisas do mundo e transmitirem conhecimentos populares, os gregos criaram vários mitos e lendas. As estórias eram transmitidas oralmente de geração para geração. A mitologia grega era repleta de monstros, heróis, deuses e outras figuras mitológicas. Os mitos mais conhecidos são: Minotauro, Cavalo de Tróia, Medusa e Os Doze trabalhos de Hércules.




Teatro


Os gregos eram apaixonados pelo teatro. As peças eram apresentadas em anfiteatros ao ar livre e os atores representavam usando máscaras. As comédias, dramas e sátiras retravam, principalmente, o comportamento e os conflitos do ser humano. Ésquilo e Sófocles foram os dois mais importantes escritores de peças de teatro da Grécia Antiga.




Democracia


A cidade de Atenas é considerada o berço da democracia. Os cidadãos atenienses (homens, nascidos na cidade, adultos e livres) eram aqueles que podiam participar das votações que ocorriam na Ágora (praça pública). Decidiam, de forma direta, os rumos da cidade-estado.




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Roma: Monarquia, Républica e Império.


A herança cultural deixada pelos romanos contribuiu para transformá-los no mais importante e influente povo da civilização ocidental.




Alguns fatores contribuíram para a ocupação da região:


- os aspectos físicos (Roma está localizada na Península Itálica)


- o solo fértil (facilitava a produção de alimentos)


- ausência de bons portos (isolando relativamente a região)




A Roma Antiga conheceu 3 formas de governo: Monarquia, República e Império.




MONARQUIA


A forma de governo adotada em Roma até o século VI a.C. foi a Monarquia. Os romanos acreditavam que o rei tinha origem divina. Esse período foi marcado pela invasão de outros povos (etruscos) que durante cerca de 100 anos, dominaram a cidade, impondo-lhe seus reis. Em 509 a.C., os romanos derrubaram o rei etrusco (Tarquínio – o Soberbo), e fundaram uma República. No lugar do rei, elegeram dois magistrados para governar.




REPÚBLICA


No início da República, a sociedade romana estava dividida em 4 classes: Patrícios, Clientes, Plebeus e Escravos. A decadência política, social e econômica, fez com que a plebe entrasse em conflito com os patrícios, essa luta durou cerca de 200 anos. Apesar disso, os romanos conseguiram conquistar quase toda a Península Itálica e logo em seguida partiram para o Mediterrâneo. Lutaram mais de 100 anos contra Cartago nas chamadas Guerras Púnicas e em seguida, ocuparam a Península Ibérica (conquista que levou mais de 200 anos), Gália e o Mediterrâneo Oriental. Os territórios ocupados foram transformados em províncias. Essas províncias pagavam impostos ao governo de Roma (em sinal de submissão). As conquistas transformaram exército romano em um grupo imbatível.


A comunidade militar era formada por:


- Cidadãos de Roma, dos territórios, das colônias e das tribos latinas que também tinham cidadania romana


- Comunidades cujos membros não possuíam cidadania romana completa (não podiam votar nem ser votados)


- Aliados autônomos (faziam tratados de aliança com Roma)




Além do exército, as estradas construídas por toda a península itálica também contribuíram para explicar as conquistas romanas. Os romanos desenvolveram armas e aperfeiçoaram também a técnica de montar acampamentos e construir fortificações. A disciplina militar era severa e a punição consistia em espancamentos e decapitações. Os soldados vencedores recebiam prêmios e honrarias e o general era homenageado, enquanto que os perdedores eram decapitados nas prisões. As sucessivas conquistas provocaram, em Roma, grandes transformações sociais, econômicas e políticas. No plano social, o desemprego aumentou por causa do aproveitamento dos prisioneiros de guerra como escravos. A mão-de-obra escrava provocou a concentração das terras nas mãos da aristocracia (provocando a ruína dos pequenos proprietários de terras que foram forçados a migrar para as cidades). Na economia, surgiu uma nova camada de comerciantes e militares (homens novos ou cavaleiros) que enriqueceram com as novas atividades surgidas com as conquistas (cobrança de impostos, fornecimento de alimentos para o exército, construção de pontes e estradas, etc).




Além disso, sociedade romana também sofreu forte influência da cultura grega e helenística:


- A alimentação ganhou requintes orientais


- A roupa ganhou enfeites


- Homens e mulheres começaram a usar cosméticos


- Influência da religião grega


- Escravos vindos do oriente introduziram suas crenças e práticas religiosas


- Influência grega na arte e na arquitetura


- Escravos gregos eram chamados de pedagogos, pois ensinavam para as famílias ricas a língua e a literatura grega.




Essas influências geraram graves conseqüências sobre a moral: multiplicou-se a desunião entre casais e as famílias ricas evitavam ter muitos filhos. Tais transformações foram exploradas pelos grupos que lutavam pelo poder e esse fato desencadeou uma série de lutas políticas. A sociedade romana dividiu-se em dois partidos: o partido popular (formado pelos homens novos e desempregados) e o partido aristocrático (formado pelos grandes proprietários rurais). Essas lutas caracterizaram a fase de decadência da República Romana.




IMPÉRIO


Dois nomes sobressaíram durante o Império Romano: Julio César e Augusto. Após vários conflitos, Julio César tornou-se ditador (com o apoio do Senado) e apoiado pelo exército e pela plebe urbana, começou a acumular títulos concedidos pelo Senado. Tornou-se Pontífice Máximo e passou a ser: Ditador Perpétuo (podia reformar a Constituição), Censor vitalício (podia escolher senadores) e Cônsul Vitalício, além de comandar o exército em Roma e nas províncias. Tantos poderes lhe davam vários privilégios: sua estátua foi colocada nos templos e ele passou a ser venerado como um deus (Júpiter Julius).




Com tanto poder nas mãos, começou a realizar várias reformas e conquistou enorme apoio popular.


- Acabou com as guerras civis


- Construiu obras publicas


- Reorganizou as finanças


- Obrigou proprietários a empregar homens livres


- Promoveu a fundação de colônias


- Reformou o calendário dando seu nome ao sétimo mês


- Introduziu o ano bissexto


- Estendeu cidadania romana aos habitantes das províncias


- Nomeava os governadores e os fiscalizava para evitar que espoliassem as províncias.




Em compensação, os ricos (que se sentiram prejudicados) começaram a conspirar. No dia 15 de março de 44 a.C., Julio César foi assassinado. Seu sucessor (Otávio), recebeu o título de Augusto, que significava “Escolhido dos Deuses”. O governo de Augusto marcou o início de um longo período de calma e prosperidade.




Principais medidas tomadas por Augusto:


- Profissionalizou o exército


- Criou o correio


- Magistrados e senadores tiveram seus poderes reduzidos


- Criou o conselho do imperador (que se tornou mais importante que o senado)


- Criou novos cargos


- Os cidadãos começaram a ter direitos proporcionais aos seus bens.


Surgiu assim três ordens sociais: Senatorial (tinham privilégios políticos), Eqüestre (podiam exercer alguns cargos públicos) e Inferior (não tinham nenhum direito).


- Encorajou a formação de famílias numerosas e a volta da população ao campo


- Mandou punir as mulheres adúlteras


- Estimulou o culto aos deuses tradicionais (Apolo, Vênus, César, etc)


- Combateu a introdução de práticas religiosas estrangeiras


- Passou a sustentar escritores e poetas sem recursos (Virgílio autor de “Eneida”, Tito Lívio, Horácio)




Quando chegou a hora de deixar um sucessor, Augusto nomeou Tibério (um de seus principais colaboradores). A História Romana vivia o seu melhor período. A cidade de Roma tornou-se o centro de um império que crescia e se estendia pela Europa, Ásia e África. Após a morte de Augusto, houve quatro dinastias de Imperadores: Dinastia Julio-Claudiana (14-68): Tibério executou os planos deixados por Augusto. Porém, foi acusado da morte do general Germanicus e teve o povo e o Senado contra ele. Sua morte (78 anos) foi comemorada nas ruas de Roma. Seus sucessores foram Calígula (filho de Germanicus), Cláudio (tio de Calígula) e Nero. Essa dinastia caracterizou-se pelos constantes conflitos entre o Senado e os imperadores. Dinastia dos Flávios (69-96): neste período, os romanos dominaram a Palestina e houve a dispersão (diáspora) do povo judeu. Dinastia dos Antoninos (96-192): marcou o apogeu do Império Romano. Dentre os imperadores dessa dinastia, podemos citar: Marco Aurélio (que cultivava os ideais de justiça e bondade) e Cômodo que por ser corrupto, acabou sendo assassinado em uma das conspirações que enfrentou. Dinastia dos Severos (193-235): várias crises internas e pressões externas exercidas pelos bárbaros (os povos que ficavam além das fronteiras) pronunciaram o fim do Império Romano, a partir do século III da era cristã. Alguns fatores contribuíram para a crise do império: colapso do sistema escravista, a diminuição da produção e fluxo comercial e a pressão dos povos que habitavam as fronteiras do Império (bárbaros). A partir do ano 235, o Império começou a ser governado pelos imperadores-soldados (que tinham como principal objetivo combater as invasões). Com a ascensão de Diocleciano no poder, em 284, o Império foi dividido em dois: Oriente (governado por ele mesmo) e Ocidente (governado por Maximiniano). Cada um deles era ajudado por um imperador subalterno – o César. Diocleciano acreditava que essa estrutura de poder (Tetrarquia) aumentava a eficiência do Estado e facilitava a defesa do território.Diocleciano tomou várias medidas para controlar a inflação. Seu sucessor (Constantino) governou de 313 até 337. Constantino legalizou o cristianismo e fundou Constantinopla – para onde transferiu a sede do governo, além de ter abolido o sistema de tetrarquia. A partir do século IV, uma grave crise econômica deixou o Império enfraquecido e sem condições de proteger suas fronteiras, isso fez com que o território romano fosse ameaçado pelos bárbaros que aos poucos invadiram e dominaram o Império Romano do Ocidente formando vários reinos (Vândalos, Ostrogodos, Visigodos, Anglo-Saxões e Francos). Em 476 (ano que é considerado pelos historiadores um marco divisório entre a Antiguidade e a Idade Média), o Império Romano do Ocidente desintegrou-se restando apenas o Império Romano do Oriente (com a capital situada em Constantinopla é também conhecido como Império Bizantino – por ter sido construído no lugar onde antes existia a colônia grega de Bizâncio), que ainda se manteve até o ano de 1453 quando Constantinopla foi invadida e dominada pelos turcos. Durante toda a Idade Média, Roma manteve parte da sua antiga importância, mesmo com a população reduzida. Era apenas uma modesta cidade quando foi eleita capital da Itália em 1870.




A civilização romana deixou para a cultura ocidental uma herança riquíssima.


- A legislação adotada hoje em vários países do mundo tem como inspiração o Direito criado pelos romanos


- Várias línguas (inclusive o português) derivaram do latim falado pelos romanos


- Arquitetura


- Literatura Leia: - O Primeiro Triunvirato de Roma - O Segundo Triunvirato de Roma - Arte Romana




Mito e Magia



Origem e história Há registros de práticas mágicas em diversas épocas e civilizações. Supõe-se que o caçador primitivo, entre outras motivações, desenhava a presa na parede da caverna antevendo o sucesso da caça. Posteriormente adquiriu o ritual de enterrar os mortos e nomeou as forças da natureza que desconhecia, dando origem à primeira tentativa de compreensão da realidade, o que chamamos de mito. Segundo o Novo Testamento bíblico, por exemplo, são três magos os primeiros a dar as boas vindas a Jesus recém-nascido. No Velho Testamento, há a disputa mágica entre Moisés e os Magos Egípcios. Nos Vedas, no Bhagavad Gita, no Alcorão, nos diversos textos sagrados existem relatos similares. Praticamente todas as religiões preservaram suas atividades mágicas ritualísticas, que se confundem com a própria prática religiosa - a celebração da Comunhão pelos católicos, a incorporação de entidades pelos médiuns espíritas, a prece diária do muçulmano voltado para Meca ou ainda o sigilo (símbolo) do caboclo riscado no chão pelo umbandista. Os antigos acreditavam no poder dos homens e que através de magia eles poderiam comandar os deuses. Assim, os deuses são, na verdade, os poderes ocultos e latentes na natureza. Durante o período da Inquisição, os magos foram perseguidos, julgados e queimados vivos pela Igreja Católica, pois esta acreditava que a magia estava relacionada com o diabo e suas manifestações. A magia, segundo seus adeptos, é muitas vezes descrita como uma ciência que estuda todos os aspectos latentes do ser humano e das manifestações da natureza. Trata-se assim de uma forma de encarar a vida sob um aspecto mais elevado e espiritual. Os magos, utilizando-se de atividades místicas e de autoconhecimento, buscam a sabedoria sagrada e a elevação de potencialidades do ser-humano. A magia é também a ciência de simpatia e similaridade mútua, como a ciência da comunicação direta com as forças sobrenaturais, um conhecimento prático dos mistérios ocultos na natureza, intimamente relacionada as disciplinas ditas ocultas, como o hermetismo do antigo Egito, como a Alquimia, a Gnose, a Astrologia. Para Aleister Crowley, é "a arte de provocar mudanças a partir da vontade" No final do século XIX ressurgiu, principalmente após a publicação do livro A Doutrina Secreta, de Helena Petrovna Blavatsky e pela atuação da Ordem Hermética do Amanhecer Dourado (Hermetic Order of the Golden Dawn), na Inglaterra, que reviveu a magia ritualística e cerimonial.




RELIGIÃO




A palavra portuguesa religião deriva da palavra latina religionem (religio no nominativo), mas desconhece-se ao certo que relações estabelece religionem com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao surgimento do cristianismo, religionem referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão. A palavra "religião" foi usada durante séculos no contexto cultural da Europa, marcado pela presença do cristianismo que se apropriou do termo latino religio. Em outras civilizações não existe uma palavra equivalente. O hinduísmo antigo utilizava a palavra rita que apontava para a ordem cósmica do mundo, com a qual todos os seres deveriam estar harmonizados e que também se referia à correcta execução dos ritos pelos brâmanes. Mais tarde, o termo foi substituído por dharma, termo que atualmente é também usado pelo budismo e que exprime a idéia de uma lei divina e eterna. Rita relaciona-se também com a primeira manifestação humana de um sentimento religioso, a qual surgiu nos períodos Paleolítico e Neolítico, e que se expressava por um vínculo com a Terra e com a Natureza, os ciclos e a fertilidade. Nesse sentido, a adoração à Deusa mãe, à Mãe Terra ou Mãe Cósmica estableceu-se como a primeira religião humana. Em torno desse sentimento formaram-se sociedades matriarcais centradas na figura feminina e suas manifestações. Ainda entre os hindus destaca-se a deusa Kali ou A negra como símbolo desta Mãe cósmica. Cada uma das civilizações antigas representaria a Deusa, com denominações variadas: Têmis (Gregos), Nu Kua (China), Tiamat (Babilônia) e Abismo ,(Bíblia). Segundo o mitologista Joseph Campbell a mudança de uma idéia original da Deusa mãe identificada com a Natureza para um conceito de Deus deve-se aos hebreus e à organização patriarcal desta sociedade. O patriarcalismo formou-se a partir de dois eventos fundamentais: a atividade belicosa de pastoreio de gado bovino e caprino e às constantes perseguições religosas que desencadeavam o nomadismo e a perda de identidade territorial. Herdado da cultura hebraica, patriarcado é uma palavra derivada do grego pater, e se refere a um território ou jurisdição governado por um patriarca; de onde a palavra pátria. Pátria relaciona-se ao conceito de país, do italiano paese, por sua vez originário do latim pagus, aldeia, donde também vem pagão. País, pátria, patriarcado e pagão tem a mesma raiz. Historicamente foram propostas várias etimologias para a origem de religio. Cícero, na sua obra De natura deorum, (45 a.C.) afirma que o termo se refere a relegere, reler, sendo característico das pessoas religiosas prestarem muita atenção a tudo o que se relacionava com os deuses, relendo as escrituras. Esta proposta etimológica sublinha o carácter repetitivo do fenómeno religioso, bem como o aspecto intelectual. Mais tarde, Lactâncio (século III e IV d.C.) rejeita a interpretação de Cícero e afirma que o termo vem de religare, religar, argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus. No livro "A Cidade de Deus" Agostinho de Hipona (século IV d.C.) afirma que religio deriva de religere, "reeleger". Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual se tinha separado. Mais tarde, na obra De vera religione Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que via em religio uma relação com "religar". Macróbio (século V d.C.) considera que religio deriva de relinquere, algo que nos foi deixado pelos antepassados. Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa ou conjunto de pessoas. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas




CRISTIANISMO




Cristianismo (do grego Xριστός, "Cristo") é uma religião monoteísta centrada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, tais como são apresentados no Novo Testamento. A fé cristã acredita essencialmente em Jesus como o Cristo, Filho de Deus, Salvador e Senhor. Os seguidores do cristianismo, conhecidos como cristãos, acreditam que Jesus seja o Messias profetizado na Bíblia Hebraica (a parte das escrituras comum tanto ao cristianismo quanto ao judaísmo). A teologia cristã ortodoxa alega que Jesus teria sofrido, morrido e ressuscitado para abrir o caminho para o céu aos humanos; os cristãos acreditam que Jesus teria ascendido aos céus, e a maior parte das denominações ensina que Jesus irá retornar para julgar todos os seres humanos, vivos e mortos, e conceder a imortalidade aos seus seguidores. Jesus também é considerado para os cristãos como modelo de uma vida virtuosa, e tanto como o revelador quanto a encarnação de Deus. Os cristãos chamam a mensagem de Jesus Cristo de Evangelho ("Boas Novas"), e por isto referem-se aos primeiros relatos de seu ministério como evangelhos. O cristianismo se iniciou como uma seita judaica e, como tal, da mesma maneira que o próprio judaísmo ou o islamismo, é classificada como uma religião abraâmica (ver também judaico-cristão). Após se originar no Mediterrâneo Oriental, rapidamente se expandiu em abrangência e influência, ao longo de poucas décadas; no século IV já havia se tornado a religião dominante no Império Romano. Durante a Idade Média a maior parte da Europa foi cristianizada, e os cristãos também seguiram sendo uma significante minoria religiosa no Oriente Médio, Norte da África e em partes da Índia. Depois da Era das Descobertas, através de trabalho missionário e da colonização, o cristianismo se espalhou para as Américas e pelo resto do mundo. O cristianismo desempenhou um papel de destaque na formação da civilização ocidental pelo menos desde o século IV. A primeira nação a adotar o cristianismo como religião oficial foi a Armênia, fundando a Igreja Ortodoxa Armênia, em 301. No início do século XXI o cristianismo conta com entre 1,5 bilhão e 2,1 bilhões de seguidores, representando cerca de um quarto a um terço da população mundial, e é uma das maiores religiões do mundo. O cristianismo também é a religião de Estado de diversos países.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ditadura Militar

Ditadura Militar no Brasil

• Podemos definir a Ditadura Militar como sendo o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.
O golpe militar de 1964
A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart, que assumiu a presidência num clima político adverso. O governo de João Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organização populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras como, por exemplo, os empresários, banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média. Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. Vale lembrar, que neste período, o mundo vivia o auge da Guerra Fria.
Este estilo populista e de esquerda, chegou a gerar até mesmo preocupação nos EUA, que junto com as classes conservadoras brasileiras, temiam um golpe comunista.

Os partidos de oposição, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil enfrentava.
No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande comício na Central do Brasil ( Rio de Janeiro ), onde defende as Reformas de Base. Neste plano, Jango prometia mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país.

Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizam uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo.

O clima de crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Para evitar uma guerra civil, Jango deixa o país refugiando-se no Uruguai. Os militares tomam o poder. Em 9 de abril, é decretado o Ato Institucional Número 1 ( AI-1 ). Este,cassa mandatos políticos de opositores ao regime militar e tira a estabilidade de funcionários públicos.
GOVERNO CASTELLO BRANCO (1964-1967)
Castello Branco, general militar, foi eleito pelo Congresso Nacional presidente da República em 15 de abril de 1964. Em seu pronunciamento, declarou defender a democracia, porém ao começar seu governo, assume uma posição autoritária.
Estabeleceu eleições indiretas para presidente, além de dissolver os partidos políticos. Vários parlamentares federais e estaduais tiveram seus mandatos cassados, cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos receberam intervenção do governo militar.
Em seu governo, foi instituído o bipartidarismo. Só estavam autorizados o funcionamento de dois partidos : Movimento Democrático Brasileiro ( MDB ) e a Aliança Renovadora Nacional ( ARENA ). Enquanto o primeiro era de oposição, de certa forma controlada, o segundo representava os militares.
O governo militar impõe, em janeiro de 1967, uma nova Constituição para o país. Aprovada neste mesmo ano, a Constituição de 1967 confirma e institucionaliza o regime militar e suas formas de atuação.
GOVERNO COSTA E SILVA (1967-1969)
Em 1967, assume a presidência o general Arthur da Costa e Silva, após ser eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu governo é marcado por protestos e manifestações sociais. A oposição ao regime militar cresce no país. A UNE ( União Nacional dos Estudantes ) organiza, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil.
Em Contagem (MG) e Osasco (SP), greves de operários paralisam fábricas em protesto ao regime militar.
A guerrilha urbana começa a se organizar. Formada por jovens idealistas de esquerda, assaltam bancos e seqüestram embaixadores para obterem fundos para o movimento de oposição armada.
No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decreta o Ato Institucional Número 5 ( AI-5 ). Este foi o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial.
GOVERNO DA JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)
Doente, Costa e Silva foi substituído por uma junta militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica).
Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN seqüestram o embaixador dos EUA Charles Elbrick. Os guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos, exigência conseguida com sucesso. Porém, em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de Segurança Nacional. Esta lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva".
No final de 1969, o líder da ALN, Carlos Mariguella, foi morto pelas forças de repressão em São Paulo.
GOVERNO MEDICI (1969-1974)
Em 1969, a Junta Militar escolhe o novo presidente : o general Emílio Garrastazu Medici. Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como " anos de chumbo ". A repressão à luta armada cresce e uma severa política de censura é colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística são censuradas. Muitos professores, políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-Codi ( Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna ) atua como centro de investigação e repressão do governo militar.
Ganha força no campo a guerrilha rural, principalmente no Araguaia. A guerrilha do Araguaia é fortemente reprimida pelas forças militares.

O Milagre Econômico
Na área econômica o país crescia rapidamente. Este período que vai de 1969 a 1973 ficou conhecido com a época do Milagre Econômico. O PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a inflação beirava os 18%. Com investimentos internos e empréstimos do exterior, o país avançou e estruturou uma base de infra-estrutura. Todos estes investimentos geraram milhões de empregos pelo país. Algumas obras, consideradas faraônicas, foram executadas, como a Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-Niteroi.
Porém, todo esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões econômicos do Brasil.
GOVERNO GEISEL (1974-1979)
Em 1974 assume a presidência o general Ernesto Geisel que começa um lento processo de transição rumo à democracia. Seu governo coincide com o fim do milagre econômico e com a insatisfação popular em altas taxas. A crise do petróleo e a recessão mundial interferem na economia brasileira, no momento em que os créditos e empréstimos internacionais diminuem.

Geisel anuncia a abertura política lenta, gradual e segura. A oposição política começa a ganhar espaço. Nas eleições de 1974, o MDB conquista 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e ganha a prefeitura da maioria das grandes cidades.
Os militares de linha dura, não contentes com os caminhos do governo Geisel, começam a promover ataques clandestinos aos membros da esquerda. Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog á assassinado nas dependências do DOI-Codi em São Paulo. Em janeiro de 1976, o operário Manuel Fiel Filho aparece morto em situação semelhante.
Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da democracia no Brasil.
GOVERNO FIGUEIREDO (1979-1985)
A vitória do MDB nas eleições em 1978 começa a acelerar o processo de redemocratização. O general João Baptista Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimes políticos. Os militares de linha dura continuam com a repressão clandestina. Cartas-bomba são colocadas em órgãos da imprensa e da OAB (Ordem dos advogados do Brasil). No dia 30 de Abril de 1981, uma bomba explode durante um show no centro de convenções do Rio Centro. O atentado fora provavelmente promovido por militares de linha dura, embora até hoje nada tenha sido provado.
Em 1979, o governo aprova lei que restabelece o pluripartidarismo no país. Os partidos voltam a funcionar dentro da normalidade. A ARENA muda o nome e passa a ser PDS, enquanto o MDB passa a ser PMDB. Outros partidos são criados, como : Partido dos Trabalhadores ( PT ) e o Partido Democrático Trabalhista ( PDT ).
A Redemocratização e a Campanha pelas Diretas Já
Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas. A inflação é alta e a recessão também. Enquanto isso a oposição ganha terreno com o surgimento de novos partidos e com o fortalecimento dos sindicatos.
Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas para presidente naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal.
Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009



Visão Geral

Marcha a favor de Salvador Allende no Chile.
Richard Nixon foi presidente dos Estados Unidos durante quase toda a primeira metade da década de 1970.
Mural dedicado à Revolução dos Cravos em Portugal.Foi a época em que aconteceu a crise do petróleo, o que levou os Estados Unidos à recessão, ao mesmo tempo em que economias de países como o Japão começavam a crescer. Nesta época também surgia o movimento da defesa do meio ambiente, e houve também um crescimento das revoluções comportamentais da década anterior. Muitos a consideram a "era do individualismo". Eclodiam nesta época os movimentos musicais do Rock and Roll, das discotecas, e também do experimentalismo na música erudita.

Fatos marcantes

Em vários estados democráticos - especialmente na Alemanha, na França e na Itália - mas também naqueles em que vigiam regimes ditatoriais - Espanha, Grécia e países do Cone Sul), os anos 1970 foram marcados por violência política, luta armada e terrorismo de esquerda e de direita, bem como pelo endurecimento do aparato repressivo estatal.

Termina a Guerra do Vietname, com a derrota dos Estados Unidos da América e reunificação do país.

Economia

Ausência de combustíveis em 1973-74, durante a crise do petróleo.A economia mundial, e particularmente a dos Estados Unidos, entra em recessão após a crise do petróleo de 1973, quando a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) triplica o preço do barril de petróleo. Tal fato ocorreu como retaliação dos países árabes, maioria dos constituintes da OPEP, aos Estados Unidos por estes terem apoiado Israel na Guerra do Yom Kippur, neste mesmo ano.

O Brasil, ainda sob impulso do milagre econômico, posterga os efeitos desta primeira crise do petróleo utilizando reservas cambiais e, em seguida, empréstimos internacionais para equilibrar sua deficitária balança comercial. Porém o milagre econômico começa a entrar em declínio.

Em 1979 uma nova crise do petróleo preocupa o Ocidente. Desta vez motivada pela queda do Xá do Irã, Reza Phalevi, então aliado dos Estados Unidos. A queda do Xá permite a ascensão ao poder do Aiatolá Komeini, líder muçulmano xiita e inimigo declarado de Israel. Mais uma vez, agora por pressão do Irã, o petróleo é usado como arma e tem seu preço duplicado em detrimento dos Estados Unidos, maior consumidor mundial e histórico aliado de Israel.

O Brasil sofrerá com muito mais intensidade os reflexos desta segunda crise do petróleo, tendo a inflação gradualmente acelerado seu ritmo de crescimento, por conta dos seguidos aumentos dos preços dos combustíveis no mercado interno. O milagre econômico então já acabara.

Outros
Música

Donna Summer foi uma das cantoras mais marcantes na música popular da década de 1970Foi a última década do período classic rock. É também conhecida como a "década da discoteca", devido ao surgimento da dance music. Surge também o movimento punk.

Em 1973, o concerto de Elvis Presley, "ALOHA FROM HAWAII" tem uma audiência estimada em mais de 1 bilhão de espectadores.

A incorporação de instrumentos de música erudita no rock já havia se iniciado dos anos 60, mas só ganhou ares de movimento (também derivado da psicodelia sessentista) no início dos anos 70, no que é conhecido como rock progressivo. Diversos artistas se reuniram na proposta, sendo os de grande destaque Pink Floyd, Genesis, Yes, Jethro Tull, Emerson, Lake & Palmer, King Crimson, Mike Oldfield, Van Der Graaf Generator, Gentle Giant, no terreno britânico. Também caíram no gosto bandas germânicas (Can, Faust, Neu!, Tangerine Dream, Amon Düül e Kraftwerk) e italianas (Le Orme, Formula Tre e Premiata Forneria Marconi). Canadá (Rush), Bélgica (Univers Zéro) e Holanda (Focus) também dão sua contribuição.

No Brasil, destaque para os trabalhos de O Terço, O Som Nosso de Cada Dia, A Barca do Sol, Rita Lee & Tutti Frutti, Casa das Máquinas e Sagrado Coração da Terra. O disco que mais se destaca é The Dark Side of the Moon, de Pink Floyd. A banda baiana Doces bárbaros, idealizada por Maria Bethania, Gilberto Gil, Gal Costa e Caetano Veloso.

Surge o glam rock, onde o chique e o glamour faziam parte do visual. David Bowie, com o seminal disco The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars é o maior expoente. Outros ícones do estilo são Marc Bolan e seu grupo T.Rex, Mott the Hoople e principalmente Elton John com o notável álbum Goodbye Yellow Brick Road, que deixou influencias com seu estilo extravagante, que tinha como marca registrada, os grandes óculos, roupas rigidamente enfeitadas e coloridas, além das botas de plataforma e das calças boca-de-sino.

A aceleração e distorção do blues, dando origem ao hard rock, também havia se iniciado ainda nos anos 60, mas foi na década de 70 que ela surgiu com toda a força. Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple eram as bandas que lideravam o estilo. Outros destaques são Kiss e Aerosmith. No sul dos EUA, o hard rock ganha uma sonoridade característica, conhecida como southern rock, onde os grupos Allman Brothers Band e Lynyrd Skynyrd são os mais bem lembrados. Na relação rock e blues, os Rolling Stones têm a sua fase mais criativa no início da década.

A música voltava a ser popular e tudo acabava nas pistas de dança. A disco music (ou dance music) resgatou o desejo pela dança através do "clássico" Os Embalos de Sábado à Noite, estrelado por ninguém menos que o (então) iniciante John Travolta. Quando o ator vestiu seu famoso terno branco e jogou o braço para o alto, a discothéque estava vivendo um período de iminente decadência, mas voltou a ser moda com todo o pique e reavivou o espírito de festa que faz parte do gênero dance music. Símbolo incontestável da disco music, o ator se tornou o deus das discotecas e das mulheres da época, além de exemplo para os homens, e o filme lançou um novo verbo conjugado internacionalmente: travoltear. Travolta ganhou imitadores nos quatro cantos do mundo. Era a febre das discotecas (a famosa disco fever que deu nome a uma infinidade de canções) que assolava o mundo.

Este fenômeno trouxe um novo balanço para a música pop, assim como gênios da música eletrônica, cujo maior expoente da época foi Giorgio Moroder (responsável pela descoberta da 'rainha das discotecas', Donna Summer).

E a discoteca virou um dos símbolos supremos do período, o templo onde se cultivou o narcisimo mais delirante, onde o corpo ganhou suas maiores homenagens. Ainda que não tenham especificamente determinado, foram as discotecas que estimularam a onda esportiva que assolou o planeta nos últimos três anos de década. As discotecas e, naturalmente, a permissividade sexual quase absoluta dos grandes centros. Todos, e não mais apenas as mulheres, se sentiram no direito e na obrigação de serem mais eróticos, mais satisfatórios visual e tatilmente. Daí a febre do jogging, expressão americana que começou a tomar o lugar do cooper a partir do final da década.

Mais engajado que a disco music, o punk rock, derivado da cena de Nova York blank generation (que reúne artistas tão diversos como Patti Smith, Television, New York Dolls e vários outros) investia contra o sistema. A Inglaterra enfrentava uma de suas maiores crises. A recessão corria solta e o punk pregava a anarquia através dos grupos Sex Pistols e The Clash, que dividiam o trono do movimento com os nova-iorquinos dos The Ramones. O rock voltava à sua forma primitiva, emergente das garagens e dos porões dos submundos inglês e americano.

Como se fosse um hiato entre a disco music e o punk rock, surgiu a new wave. Contrária ao punk, a nova onda celebrava o brilho do início da década. Algumas vezes a new wave chegou até a flertar com a disco music através do Blondie, com Deborah Harry em seu hit 'disco' Heart Of Glass. A new wave foi perdendo seu ímpeto rapidamente; os famosos Sex Pistols se dissolveram, entre outros. Mesmo assim o punk sobreviveu até o final da década.

Na música pop, a importância das palavras foi substituída pelo ritmo. Importava o balanço e a quantidade de decibéis, coisa que propiciou a aparição de dezenas de grupos e estrelas de sucesso fulminante e rápido desaparecimento. O efêmero e o descartável foram campeões em todas as paradas de sucesso. Modas e manias foram atiradas em ondas sucessivas a todos os cantos do planeta. Pela televisão, naturalmente. Porque outro rótulo perfeitamente aplicável a este período é o de "Década da televisão ". Foi através do vídeo que o mundo se tornou infinitamente menos secreto. Richard Nixon, o presidente americano deposto pelo caso Watergate, foi uma "personalidade" típica das telas de televisão dos anos 70. Sua saída do governo foi festejada pela população dos EUA e o resto do mundo acompanhou todo o escândalo "de perto", através da tela da televisão . Do último passo de dança no Studio 54 às crianças cambojanas morrendo de fome, todas as emoções foram adaptadas ao mesmo nível da tela pequena.

Outros esportes, sem falar da dança, viveram sua explosão. E entre todas as novidades, a mais surpreendente e emocionante foi a asa delta, de fulminante êxito.

A discoteca, o esporte: atalhos para a celebridade efêmera prevista pelo artista pop Andy Warhol ("No futuro, todos serão famosos durante 15 minutos", ele disse).

Michael Jackson lança seus primeiros quatro álbuns em carreira solo: Got To Be There e Ben em 1972 e Music and Me em 1975, mas o sucesso vem mesmo com seu primeiro álbum em fase adulta: Off The Wall, em 1979 que já vendeu cerca de 20 milhões de cópias.

E falando em fama, o automóvel ampliou as fronteiras do homem e transformou-se em sonho. Nos anos 70, regido pelas exigências de mercado, pela legislação de vários países, chegou a pesar mais de duas toneladas. No fim da década, para enfrentar a carência de petróleo, voltou a diminuir de tamanho e de peso. Mas ainda hoje é possível ver um daqueles "banheirões" andando perdido pelas ruas.

Os anos Rebeldes




















Seria muito difícil imaginar o que seria a sociedade mundial de hoje sem considerar as enormes influências trazidas pelos anos 60, especialmente a partir da sua segunda metade até o início dos anos 70. Ali foram fortalecidos conceitos que nos são caros até hoje, como a igualdade social para pessoas de raças diferentes e entre homens e mulheres, a liberdade sexual (principalmente com o advento da pílula anticoncepcional) e a luta por direitos políticos e liberdade de expressão.

Tudo isso foi resultado de uma efervescência fantástica no campo de produção cultural e de alteração do próprio comportamento individual, de complexidade tamanha que até hoje, passados quase 40 anos, ainda é muito difícil identificar o que um exatamente sofreu influência ou influenciou.

No Brasil, um dos pontos mais marcantes dessa história foi relatado pela minissérie Anos Rebeldes, da Rede Globo. Produzida e levada ao ar em 1992, tendo como musas as atrizes Cláudia Abreu e Malu Mader, Anos Rebeldes sem a menor dúvida insuflou os ânimos dos adolescentes naquele ano para protestarem em todo o País para a cassação do então presidente Fernando Collor de Mello, acusado de acobertar casos de corrupção em seu governo.

Ao ver na minissérie global toda a mobilização dos jovens brasileiros contra o regime ditatorial implementado no País após o Golpe de Estado de 1964, muitos seduzidos pelo "glamour dos companheiros" tomaram para si a luta de retirar Collor do poder.

O fato é que Anos Rebeldes reproduz ficção e história real com propriedade e paixão. Entender a profundidade do período do regime militar do Brasil, porém, é algo muito mais complexo e profundo do que a minissérie mostra.

Para isso, nada como boa literatura. Acaba de sair A Ditadura Derrotada, o terceiro volume da série As ilusões Armadas, do jornalista Elio Gaspari. Antes, foram publicadas A Ditadura Envergonhada e A Ditadura Escancarada. Três obras absolutamente fundamentais para entender exatamente o que acontecia naquele período.

Outros livros que valem muito a pena conhecer para saber exatamente o que se passou naquele período político do Brasil são Os Carbonários, de Alfredo Sirkis; O que é isso Companheiro?, de Fernando Gabeira; Ditadura Militar, Esquerdas e Sociedade, de Daniel Aarao Reis; O fim da Ditadura Militar, de Bernardo Kucinski; e Tiradentes - Um Presidio Da Ditadura, de Izaias Almada, Alípio Freire e J.A. De Granville Ponce.

No campo cultural, as expressões afloravam no exterior e no Brasil. Embalados pelos The Beatles e, em seguida, pelos Rolling Stones, jovens ingleses, em primeiro, e norte-americanos, em seguida, transbordavam sua rebeldia ao som do iê iê iê.

Mais tarde, já em 1969, o mundo ainda atordoado com as mortes de Martin Luther King e Robert Kennedy, o início da Guerra do Vietnã e, durante três dias, jovens celebram a paz e o amor ao som de Janis Joplin, Jimi Hendrix, Joe Cocker, entre outros, numa fazenda próxima de Nova York. Era o festival de Woodstock.

No Brasil, ao longo dos anos 60 principalmente, um fenômeno multicultural por um lado, e por outro voltado com profundidade para as raízes do povo brasileiro, aflorava com extrema intensidade. Com sua origem no movimento modernista de 1922 liderado por Mário de Andrade e Oswald de Andrade, e já conhecedores do movimento Antropofagia (que mesclava a cultura tipicamente brasileira com influências externas, de qualquer canto do mundo), uma série de artistas voltou-se já no final dos anos 60 para produzir uma obra capaz de mostrar as contradições do País.

Foi assim no teatro, com a peça O rei da vela de Oswald de Andrade, dirigida por José Celso Martinez Corrêa, além dos famosos, Parangolés, do artista plástico Hélio Oiticica e Roda Viva , de Chico Buarque, também dirigida por José Celso Martinez Corrêa. Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade e baseado no livro de Mário de Andrade mostrava esse avanço também no cinema.

No campo musical, Tropicália, liderada por Caetano Veloso e Gilberto Gil e com participação de Tom Zé e Gal Costa, entre outros, contrapunha-se a Bossa Nova, enquanto por fora corria a Jovem Guarda.

Uma boa leitura em Cultura em Trânsito - Da Repressão a Abertura, de Zuenir Ventura, Elio Gaspari, e Heloisa Buarque de Hollanda pode garantir uma boa explicação do movimento artístico daquela época. Vale também a pena conhecer Da Bossa Nova à Tropicália, de Santuza Cambraia Naves, e Tropicália Alegoria Alegria, de Celso Favaretto.

Na televisão, ou melhor, na TV Record, os festivais de música eram marcados por seu público "politizado", enquanto os "alienados" preferiam outro programa, Jovem Guarda. Deixando de lado paixões e toda a complexidade daquele momento, vale dizer que das "idéias revolucionárias" tentadas por Gilberto Gil e Caetano Veloso e seu movimento Tropicália (narrado pelo próprio Caetano em Verdade Tropical), ou dos casos românticos da Jovem Guarda, o fato é surgem nesse período músicos e intérpretes maravilhosos como Chico Buarque, Nara Leão, Jair Rodrigues, Elis Regina e Roberto Carlos, entre outros tantos nomes.

Enfim, com extrema riqueza cultural e política, como indica razoavelmente bem Anos Rebeldes, os anos 60, especialmente após sua segunda metade, mudaria a sociedade mundial como um todo e, no Brasil, não foi diferente.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O mundo contemporâneo

O Mundo Contemporâneo
~~> Década de 90
Otimismo e esperança seguiram o colapso do Comunismo, mas os efeitos colaterais do fim da Guerra Fria estavam só começando, como o advento terrorista em regiões do Terceiro Mundo, especialmente na Ásia. O Primeiro Mundo experimentou crescimento econômico estável durante toda a década. O Reino Unido, depois de uma recessão em 1991-92 e a desvalorização da libra, conseguiu 51 bimestres seguidos de crescimento que se seguiram no novo século. Até nações com menor representatividade econômica como a Malásia tiveram aperfeiçoamentos gigantescos. Mas deve se notar que a economia dos Estados Unidos permaneceu sem crescimento durante a primeira metade da década.Muitos países, instituições, companhias e organizações consideraram os 90 como "tempos prósperos". Muitos países ocidentais tiveram estabilidade política e diminuíram a militarização devido ao fim da Guerra Fria, levando ao crescimento econômico e melhores condições de vida para as classes altas. Isso também teve a colaboração dos baixos preços de petróleo, devido a um excesso de óleo no mercado. Países da ex-URSS tiveram sua capitalização financiada pela descoberta de petróleo e gás natural.A adoção geral do computador pessoal e da internet aumentou a produtividade econômica (mas muitas críticas foram feitas quanto á má distribuição de renda, que apenas aumentou o abismo social).Politicamente, os anos 90 foram de democracia expansiva. Os antigos países do Pacto de Varsóvia logo saíram de regimes totalitários para governos eleitos. O mesmo ocorreu com países em desenvolvimento (Taiwan, Chile, África do Sul, e Indonésia).Apesar da prosperidade e democracia, houve um "lado negro" significativo. Na África, o aumento nos casos de AIDS e inúmeras guerras levaram á diminuição da expectativa de vida e nada de crescimento econômico. Em ex-nações soviéticas, havia fuga de capital e o PIB decrescente. Crises financeiras nos países em desenvolvimento foram comuns depois de 1994, apoiados pela globalização. E eventos trágicos como as guerras nos balcãs, genocídio de Ruanda, a Batalha de Mogadíscio e a primeira Guerra do Golfo, assim como o crescimento do terrorismo, levou á idealização do choque de civilizações. Mas esses fatos foram apenas relembrados com relevância na década de 2000.A cultura jovem foi caracterizada por ambientalismo, antiglobalização capitalista, empreendedorismo e vulgaridade artística. Modas eram individualistas, as mais notáveis tatuagens e piercings. Jovens se interessaram por atividades ligadas á natureza como escalada e caiaque
* No Brasil
Os anos 90 começaram com instabilidade, com o confisco de poupanças do presidente Fernando Collor. Os negócios escusos de Collor mais tarde levariam milhares de jovens (mobilizados por uma forte campanha de mídia) a criarem o movimento "Caras Pintadas" e pedirem seu impeachment.No governo seguinte (Itamar Franco), o país experimentou estabilidade econômica e crescimento com o Plano Real(1994), que igualava a paridade da moeda e do dólar. O Ministro da Fazenda que criou o Real, Fernando Henrique Cardoso, se elegeria presidente por duas vezes seguidas naquela década. O Real só começaria sua desvalorização no final da década.A cultura brasileira tornou-se mais valorizada[carece de fontes?], com a ressureição do cinema e a boa recepção de musicos brasileiros no exterior. O esporte também passou por bons momentos, com 18 medalhas olímpicas e títulos mundiais em futebol e basquete.
* Tecnologia
Os anos 90 trouxeram o desenvolvimento tecnológico mais rápido da história, tornando popular e aperfeiçoando tecnologias inventadas na década de 80.
Processador Pentium da Intel.
Popularização do
Microsoft Windows, especialmente após o Windows 95.
Crescimento explosivo da
internet, devido a queda no custo de computadores e tecnologia.
Conexões mais rápidas devido a
modems, ISDN, e DSL melhores.
Browsers como Netscape e Internet Explorer tornaram a World Wide Web mais fácil e popular.
Programação
Java da Sun Microsystems.
Comércio eletrônico; companhias como
Amazon.com, eBay, AOL e Yahoo! crescem rapidamente.
O
telefone celular cresce em popularidade e diminui o tamanho, se tornando uma necessidade moderna.
Surge o
DVD.
Surge o
tênis com amortecedor.
Pagers e PDAs se tornam populares para comunicação.
A popularização do
e-mail atrai até a Microsoft(Hotmail).
Bug do milênio (que não ocorre).
O sistema
Linux é desenvolvido.
A tecnologia do
CD é aperfeiçoada no DVD.
* Ciência
Físicos exploram o tempo e espaço com a
teoria das cordas.
Detecção de
planetas extras-solares.
Clonagem da ovelha Dolly.
Começo do
Projeto Genoma Humano.
Identificação de
DNA torna-se muito utilizado em lei criminal.
O
Telescópio espacial Hubble, lançado em 1990, revoluciona a astronomia.
Mortalidade da AIDS diminui com inibidores de
protease.
A nave
Pathfinder da NASA aterrissa em Marte e deixa o veículo Sojourner, que analisa a geologia e astronomia marciana.
O
Cometa Hale-Bopp passa pelo sol depois de 4.200 anos.
Reciclagem e biodegradáveis se tornam mais difundidos.
Alimentos geneticamente modificados são desenvolvidos comercialmente.
Descoberta de
matéria escura, energia escura, e anãs marrons, e a confirmação da existência de um buraco negro.
A
sonda Galileu orbita Júpiter, estudando o planeta e suas luas.
* Guerras e política
George Bush no Iraque
Reunificação da Alemanha (3\10\1990).
Fim do
apartheid na África do Sul (1990) e eleição de Nelson Mandela.
Guerra do Golfo (resultado da invasão iraquiana no Kuwait) e embargo da ONU ao Iraque.
Unificação do
Iémen (1991).
URSS se desfaz e
Estados Unidos se tornam a única superpotência.
Impeachment de
Fernando Collor de Mello (1992)
Bomba no
World Trade Center em 1993 faz nascer o medo do terrorismo.
Eritréia se separa da Etiópia(1993).
União Européia formada em 1992.
Ações militares na
Somália em 1993 levam ao questionamento da posição estadunidense como "polícia do mundo (ver também Black Hawk Down.)
Genocídio de Ruanda mata 1 milhão em 1994.
Investigação da
Mani pulite de 1994.
Tratado de paz entre
Israel e Jordânia (1994).
Começa processo de paz na
Irlanda do Norte (1995)
Em 1995, acaba a
Guerra da Bósnia.
Irlanda elege presidentes mulheres.
Reino Unido cede Hong Kong á República Popular da China(1\7\1997).
Presidente americano
Bill Clinton se envolve em escândalo sexual com Monica Lewinsky, julgamento de impeachment roda em 1998.
Protestos
antiglobalização capitalista.
Segunda Guerra do
Congo inclui 7 nações africanas. Dura de 1998 a 2002.
Em
Maio de 1999, o Paquistão manda tropas para ocupar a Caxemira. Segue a guerra do Kargil com a Índia, perdida pelo Paquistão. O espaço ainda é disputado.
Portugal cede Macau para a China em 20\12\1999.
Benazir Bhutto foi duas vezes primeira-ministra do Paquistão, tornando-se a primeira mulher a ocupar um cargo de chefe de governo de um Estado muçulmano moderno.
* Economia
Acordos no
GATT levam à criação da Organização Mundial de Comércio.
O
NAFTA, que diminui barreiras comerciais entre EUA, México e Canadá é assinado por Bill Clinton
Ratificado o
Mercosul, unindo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai
Boom das
bolsas levam ao "dot-com boom" (explosão .com), com muito financiamento em Internet.
Crises financeiras atingem a
Ásia em 1997 e 1998 após grandes desenvolvimentos econômicos(ver Tigres Asiáticos).
Plano Collor é implementado pela ministra Zélia Cardoso de Mello
* Outros
O impacto do ser humano no meio ambiente se torna mais reconhecido.
Divórcio e escândalo na
Família Real Britânica.
Os atentados de
Oklahoma City, no qual um terrorista de "extrema-direita" americano explode prédios federais e mata 168.
Crime nos EUA sobe em 1991, e começa a cair no ano seguinte. No Brasil, aumenta.
Freddie Mercury morre com AIDS, se tornando a primeira figura pública mundial a falecer com essa doença.
Ayrton Senna morre em um acidente no GP de Imola, no dia 1º de maio de 1994.
Princesa Diana morre em acidente de carro(controverso) em 1997.
Madre Teresa de Calcutá morre aos 87 anos.
O
golfista Tiger Woods vence o Torneio de Masters, sendo o mais jovem(21) e o primeiro negro a fazê-lo.
Massacre de Columbine: dois estudantes americanos matam 12 colegas e se suicidam na sua escola em Littleton, Colorado.
John F. Kennedy, Jr., a esposa e a cunhada morrem num acidente de avião.
Lance Armstrong ganha a Volta da França em 1999, dois anos após um câncer de testículo.
*Música
Com a ajuda da nova emissora de televisão MTV, o rock voltou às paradas com o estilo grunge, popularizado em grupos como Nirvana e outros grupos de Seattle, como Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden e Stone Temple Pilots. Com a morte de Kurt Cobain, líder do Nirvana, em 1994, o movimento começa a perder força.Seguindo o grunge, veio Britpop, com bandas britânicas influenciadas pelos Beatles e outras bandas da 1ª Invasão Britânica (como The Who e Rolling Stones), como Oasis, Blur e The Verve.Músicas eletrônicas, experimentais e com intuitos "underground" se fundem com o rock e se popularizam com bandas como Nine Inch Nails, Rammstein, KMFDM e Ministry entre outras. Mais tarde algumas dessas bandas gerariam controvérsia ao serem indiretamente relacionadas a fatos como o Massacre de Columbine, em 1999.O Metal Sinfônico começa a se manifestar com a aparição de bandas como Within Temptation, Nightwish , Tristania , After Forever entre outras. Estas bandas implementam temas mais escuros e profundos nas suas letras, usando sons orquestrais e coros juntamente com os sons típicos do rock.O pop começa a revelar grandes vozes ao mundo como Céline Dion, Mariah Carey e Whitney Houston, cantoras que emplacaram suas músicas na Billboard.O pop teen começado no fim dos anos 20 retorna com força com Spice Girls, que foi um dos maiores fenômenos da música da época, juntamente aos Backstreet Boys, Shakira, Christina Aguilera,e Jessica Simpson,'N Sync e Britney Spears, que se tornou a maior cantora pop dos anos 2000.Apesar de Michael Jackson se envolver em polêmicas envolvendo sua vida pessoal que prejudicaram muito sua carreira e imagem, lança albuns de grande sucesso: Dangerous ( o álbum masculino mais vendido dessa década), HIStory: Past, Present and Future – Book I (o álbum duplo mais vendido da história) e Blood On The Dance Floor (o álbum de remixes mais vendido da história). O Rei do Pop visita o Brasil duas vezes: em 1993 para duas apresentações da Dangerous Tour em São Paulo, no Morumbi e em 1996 para gravar o clipe de They Don't Care About Us na Bahia e no Rio de Janeiro, sempre muito assediado por fãs e pela imprensa.A Rainha do Pop Madonna vem ao Brasil pela primeira vez com sua turnê The Girlie Show em 1993. Com duas apresentações, uma em São Paulo, no Morumbi, e outra no Rio de Janeiro, no Maracanã, ambas em novembro daquele ano. O punk rock volta com o hardcore melódico do Pennywise, Bad Religion e NOFX. Mais tarde surge o controverso pop punk, de bandas como o Green Day, The Offspring e Blink-182.Radiohead consegue aclamação popular e crítica, com os álbuns The Bends e OK Computer. A banda passou a produzir álbuns experimentais (com influências artistas da Warp Records, como Aphex Twin) para fugir da imagem "comercial".O rap entra para cultura popular, começando com Tupac Shakur, The Notorious B.I.G., Eazy-E, MC Hammer, Public Enemy, Vanilla Ice, NWA e terminando com o hip-hop de Puff Daddy, Dr. Dre e Eminem. No Brasil o ritmo se popularizou com Gabriel, O Pensador e Planet Hemp.Emerge para o grande público a house music, nascida em Nova York com o DJ Frankie Knuckles.Misturando a batida da era Disco com o house nasce a dance music que estoura nos rádios do mundo com hits de C&C Music Factory, Snap! e Black Box. Emprestando a voz para praticamente todas as bandas de sucesso do dance dos anos 90, Marta Wash consolida o estilo de vocal que vai guiar os novos estilos de música na próxima década, como Club House e Tribal House.Grandes festivais como Lollapalooza e o Rock in Rio II.A música volta a ter conteúdo político, com o Tibetan Freedom Concert, que apoiava o Movimento Internacional de Libertação do Tibete, começa em 1996, atraindo 120,000 por ano. Também surgem grupos politizados como o Rage Against the Machine.A cultura rave populariza trance, techno e música eletrônica (e a droga ecstasy).Cria-se nos EUA o selo Parental Advisory para letras censuradas como obscenas.Os artistas country como Garth Brooks, Shania Twain, LeAnn Rimes, Faith Hill e Tim McGraw vendem milhões nos EUA.O reggae brasileiro entra para as paradas com Cidade Negra, e também com grupos "reggae rock" como Skank.O rock nacional revela vários nomes, dos mineiros Skank, Jota Quest e Pato Fu, ao mangue beat de Chico Science & Nação Zumbi, passando pelos Raimundos, Mamonas Assassinas e Charlie Brown Jr. No heavy metal, destaque para o Sepultura e para os paulistas do Angra. No hard rock nacional, destacou-se o Dr. Sin e Golpe de Estado.Gêneros brasileiros como o pagode, axé e sertanejo passam a ultrapassar o rock em vendagem no Brasil.
*Televisão
Aumenta o número de programas centrados na faixa dos 20 a 30 anos, como
E.R. (Plantâo Médico 1994-2009), Beverly Hills 90210 (Barrados no Baile 1990-2000), Melrose Place (1992-1999), Party of Five (O Quinteto, 1994-2000), Ally McBeal (1997-2002), Buffy the Vampire Slayer (Buffy, a Caçadora de Vampiros, 1997-2003) Friends (1994-2004), e Seinfeld (1989-1998).
Animê se populariza com Cavaleiros do Zodíaco,Sailor Moon, Pokémon, Dragon Ball Z, Cowboy Bebop e Sakura Card Captors
A
animação para televisão se revitaliza, de personagens novos (Animaniacs, Tiny Toon), clássicos (Garfield e Amigos), super-heróis(começando com Batman e Homem Aranha em 1991) e adaptações de personagens de videogame como Sonic e Mario.
Power Rangers, Tartarugas Ninja e Barney popularizam-se entre as crianças.
A
MTV começa a sair de videoclipes e começa shows originais como The Real World (que começaria a febre do Reality show). A MTV Brasil faz o mesmo, com programas diversos como o campeonato de futebol Rockgol.
Mais desenhos adultos são feitos, como
Os Simpsons (1989-), Ren & Stimpy (1991-1995), Beavis and Butt-Head (1993-1997), South Park (1997-), King of the Hill (1997-2006), e Family Guy (1999-2002, 2005-presente).
O "mundo-cão" se espalha na televisão brasileira, com o jornal Aqui Agora e
Ratinho.
Humorísticos se renovam com
Casseta & Planeta e Sai de Baixo.
A
TV Cultura se torna "padrão de qualidade" com programas como Roda-Viva e Castelo Rá-Tim-Bum.
Sem dúvida o ponto alto marcante foi a febre da
TV Manchete no Brasil, com sua programação que fazia grande sucesso com o público jovem, principalmente.
A
TV Globo lança o jornal humorístico Doris para Maiores, embrião do hoje consolidado Casseta e Planeta.
Com o fim da
censura no final da década anterior, as telenovelas passam a abordar temas mais sérios com maior freqüência, como a homossexualidade (em A Próxima Vítima (1995) e Torre de Babel (1998)), a reforma agrária (O Rei do Gado (1996)), entre muitos outros, que são discutidos com mais naturalidade e melhor aceitos pela sociedade no geral.
As
telenovelas mexicanas ganham destaque com a trama de maior sucesso no Brasil, A Usurpadora, novela que conta a história de duas irmãs que cresceram separadas e se reencontram em um banheiro de um restaurante.
Fundação da
TV Globo Internacional em 30 de agosto 1999,tornando-se o primeiro canal brasileiro para o exterior
* Diversão eletrônica
Videogames se aperfeiçoam, com Sega e Nintendo brigando pelo mercado no começo da década, e a entrada da Sony com o PlayStation em 1995.
Jogos para computadores acompanham a popularização dos PCs, como Doom e Civilization.
Inicia-se a febre
Pokémon, que contagia crianças do mundo todo.
no fim da década há mais gráficos
3D.
Os
arcades/fliperamas começam a decair.
O
Tamagochi vira moda no fim da década.
* Internet
Começa o download de músicas em
MP3.
Começam filmes online.
Estações de
TV disponibilizam conteúdo na Web.
* Modas
Os
gays e lésbicas passam a aparecer mais na mídia, com shows como Will and Grace, filmes como The Birdcage e In and Out, e celebridades que "saem do armário" como k.d. Lang, Elton John, Melissa Etheridge, Ellen DeGeneres e George Michael. O presidente Bill Clinton geralmente tem um ponto de vista pró-direitos homossexuais.
Douglas Coupland cunha o termo Geração X, que passa a designar a geração nascida nos 60 e 70.
Seguindo o grunge, cabelos grandes e desarrumados, camisas de
flanela e jeans rasgados se tornam um "uniforme".
Reality shows, seguindo o The Real World da MTV.
Piercings e tatuagens se tornam cada vez mais comuns.
Esportes radicais experimentam aumento de popularidade, e ganham torneio atual na
ESPN, os X-Games
Preto se torna cor dominante em moda(ver
Gótico e The).
Dogma 95 é a principal inovação no cinema artístico.
Esportes recreacionais incluem
escalada, mountain bike, sky diving, snowboarding, alpinismo, bungee jumping, patins in-line e remo.
Quadrinhos/BD começam a decair entre jovens, especialmente por causa do mangá. Marvel e DC Comics começam a ter sua primazia diminuída por editoras como Image Comics. Histórias on-line são criadas.
Girl power, termo usado a partir do girl group Spice Girls, defendia a igualdade entre os sexos e o poderio feminino, além da força da amizade feminina, fazendo repressão ao machismo.
No Brasil e grande maioria do mundo, a moda da cintura para cima (acima do umbigo do sexo feminino), usada especialmente das meninas e jovens, começa a sair de moda depois de 1996, dando lugar as calças ou shorts que mostram barriga e umbigo. Só depois de 2000, as mulheres adultas começam a adotar a nova moda.



~~> Presidência

O Presidente Bush visitou as tropas estadunidenses na Arábia Saudita no Dia de Ação de Graças em 1990Como Presidente dos Estados Unidos da América, George Bush é talvez melhor conhecido por liderar a coalizão das Nações Unidas na Guerra do Golfo (1990–1991). Em 1990, comandado por Saddam Hussein, o Iraque invadiu seu vizinho rico em petróleo, o Kuwait. A larga coalizão removeu as forças iraquianas do Kuwait e assegurou-se de que o Iraque não invadisse a Arábia Saudita.Em uma ação de política externa que seria questionada mais tarde, o presidente Bush conseguiu uma vitória militar incompleta, permitindo que Saddam Hussein ficasse no poder seguindo o conselho de seu então Secretário da Defesa, Dick Cheney. Cheney alegava que invadir o Iraque deixaria os Estados Unidos "metidos no pântano dentro do Iraque". Mais tarde Bush explicou que ele não queria dar a ordem de invasão do Iraque porque haveria "custos humanos e políticos incalculáveis... Seríamos forçados a ocupar Bagdá e, em efeito, comandar o Iraque", The Memory Hole, Snopes. Explicando aos veteranos da Guerra do Golfo porque ele escolheu não invadir, ele disse, "E as vidas daqueles que estariam em minha mão já que sou o comandante em chefe, porque eu, unilateralmente, fui além da lei internacional, fui além da missão programada, e dizer que fomos mostrar nosso poder? Nós estamos entrando em Bagdá. Nós vamos ser um poder ocupante — a América numa terra Árabe — sem aliados ao nosso lado. Seria um desastre". [1]A popularidade do Presidente Bush nos EUA aumentou durante e imediatamente após o aparente sucesso das operações militares, mas mais tarde caiu devido a uma recessão econômica.O final da recessão do fim da década de 1980, que havia atingido a maior parte do mandato de Bush, foi um fator que contribuiu para sua derrota na eleição presidencial dos EUA de 1992. Muitos outros fatores foram chave para sua derrota, incluindo o apoio aos democratas no Congresso que queriam aumentar os impostos, apesar de sua célebre frase: "Leia meus lábios. Nada de novos impostos". Fazendo isso, Bush alienou muitos membros de sua base conservadora, perdendo seu apoio para sua reeleição. Outro grande fator, que pode ter ajudado Bill Clinton a ganhar de Bush na eleição de 1992 foi a candidatura de Ross Perot. Perot ganhou 19% do voto popular, e Clinton, ainda um político um tanto desconhecido no meio político, venceu as eleições.

Retrato oficial da Casa Branca do Presidente George H. W. BushO último ato de controvérsia de Bush durante seu mandato foi o perdão dado a seis ex-empregados do governo que implicaram no escândalo Iran-Contra em 24 de dezembro de 1992, entre esses o ex-Secretário da Defesa Caspar Weinberger e o ex-embaixador dos EUA nas Honduras e atual embaixador dos EUA no Iraque, John Negroponte. Weinberger tinha um julgamento marcado para o dia 5 de janeiro de 1993 por mentir para o Congresso sobre seu conhecimento de venda de armas para o Irã e esconder 1700 páginas de seu diário pessoal detalhando discussões com outros oficiais sobre as vendas de armas. Já que as notas de Weinberger continham referências ao conhecimento de Bush sobre os envios secretos de armas para o Irã, alguns acreditam que o perdão foi para evitar que Bush tivesse de se apresentar diante de um júri ou possivelmente para evitar acusações contidas nas notas de Weinberger. Em adição a Weinberger, Bush perdoou Duane R. Clarridge, Clair E. George, Robert C. McFarlane, Elliott Abrams e Alan G. Fiers Jr., todos esses que tinham sido acusados ou declarados culpados no caso.


~~>Reportagem VEJA : Nos EUA, o mais polêmico.


Fora, o mais odiadoGeorge W. Bush é o presidente mais polêmico da história dos Estados Unidos - para muitos, é o pior que o país já teve; para outros, já tem lugar entre os gigantes da Casa Branca, como Jefferson e Roosevelt. Amado pelos conservadores e odiado pelos liberais, Bush dividiu a população de forma inédita - e, mesmo assim, conquistou de forma incontestável a reeleição em 2004.Empossado em janeiro de 2001 depois do maior fiasco eleitoral da história dos EUA, com a denúncia de fraudes na Flórida, Bush permaneceu em férias durante 40% do primeiro semestre de 2001 e teve um início de mandato apagado. Só gerou repercussão fora de seu país por medidas impopulares diante da comunidade internacional, como a sua decisão de abandonar o protocolo de Kioto.Tudo mudou quando quatro aviões foram seqüestrados e as torres do World Trade Center desabaram. Além de mudar a vida de todos os americanos, o 11 de setembro de 2001 transformou a presidência de Bush. A promessa de vingar os mortos no ataque, capturar os culpados e exterminar o terrorismo no mundo tornou-se obsessão para um presidente que, até então, não encontrara sua voz.Decisão - A reação de Bush ao 11 de setembro - incluindo a guerra no Afeganistão, as medidas de segurança interna e a criação da política de ataques preventivos, que preparou terreno para a guerra no Iraque - definiu a imagem do presidente: a de líder decidido que não se dobra diante de pressões, a de comandante-chefe forte e disposto a tudo para derrotar todos os inimigos.Com índice de aprovação inédito e a confiança da enorme maioria do país, Bush tomou a decisão mais importante de seu governo: atacar o Iraque. Se o 11 de setembro uniu o país e moldou o presidente, a guerra e seus desdobramentos dividiram a população e definiram o futuro da presidência. Desde então, há duas nações nos EUA - uma quer Bush no poder, outra quer qualquer outro.Veredicto - Mas a liderança inflexível de Bush foi, ao mesmo tempo, seu maior trunfo e sua maior fraqueza na campanha contra o opositor democrata John Kerry. Apesar dos alertas dos rivais, para quem as sólidas convicções de Bush se transformaram em perigosa teimosia, o veredicto das urnas foi incontestável: ele venceu com folga na votação popular, assegurando a reeleição.Bush celebrou o acúmulo do que chamou de "capital político" no pleito. Para ele, o apoio da maioria, manifestado claramente nas urnas, serve tanto como aprovação do rumo do país como também de sinal verde para novos e mais ousados vôos. No segundo mandato,uma imagem manchadaEm novembro de 2001, poucas semanas depois do atentado que destruiu as torres gêmeas do World Trade Center, George W. Bush era um presidente querido, muito querido: nove entre cada dez americanos aprovavam seu governo. Quatro anos depois a situação já era outra, quase reversa. No final de 2005, uma pesquisa de opinião mostrou que mais da metade dos americanos que estavam contentes no início da gestão já pensavam diferente. A aprovação passara, então, a apenas 37%, o mais baixo índice desde a posse em janeiro de 2001. Os dados tornam-se ainda mais espantosos se considerarmos que Bush foi reeleito com 51% dos votos no final de 2004.O revés súbito e inesperado que levou à derrocada da imagem do presidente e de seu governo no breve decorrer de um ano é atribuído a uma somatória de insucessos. Um deles certamente foi a ineficiência e a lentidão da Casa Branca em assistir os desabrigados pelo furacão Katrina em agosto de 2005. Nos três primeiros dias após o desastre, apenas um quarto do efetivo da Guarda Nacional que a situação exigia havia chegado a Nova Orleans. A cidade, que tinha cerca de 80% de seu território inundado, já contabilizava meio milhão de desabrigados e mais de mil mortos. O incidente acabou escancarando a miséria em que vive uma parcela da população americana, realidade sempre ofuscada pelo vigoroso desempenho econômico do país, e demonstrou o descaso do governo com os mais desfavorecidos. A imagem de líder enérgico e destemido que Bush alcançara com a reação ao 11 de setembro começava a se esfacelar.Reação que, pouco a pouco, a sociedade americana deixava de ver com bons olhos. E com razão. Em março de 2008, mês em que se comemorou o quinto aniversário da Guerra do Iraque, os dados do Departamento de Defesa americano apontavam 3.982 vítimas fatais no conflito. E Bush, que em seus primeiros discursos sobre a investida contra Saddam estimara um gasto entre 50 e 60 bilhões de dólares, já não podia esconder os extrapolantes 600 bilhões que destinara à missão de democratizar o Iraque – o valor é o mesmo de metade do PIB do Canadá, oitavo país mais rico do mundo. Para piorar a situação, assessores próximos do presidente e do vice Dick Cheney foram acusados de vazar para a imprensa a identidade de uma agente secreta da CIA em represália a seu marido, um crítico da invasão. O episódio colocou a honestidade do presidente em dúvida – um tipo de questionamento que pode ser fatal na política americana.A crise da economia iniciada com o estouro da bolha no mercado imobiliário em agosto de 2007 foi mais um dos elementos que contribuíram para a queda vertiginosa da popularidade de Bush. Os bancos americanos endividaram-se até o pescoço, numa das piores situações financeiras enfrentadas desde o crash de 1929. Aplicações tidas como sólidas revelaram-se frágeis como castelos de areia. Dezenas de fundos de investimento foram liquidados. E a população sentiu os efeitos, entre eles o aumento da taxa de desemprego. O governo também: pesquisas realizadas no segundo trimestre de 2008 apontaram que 78% dos americanos achavam que o país piorara nos últimos cinco anos e 81% diziam que ele estava no caminho errado.Outros acontecimentos de menor repercussão – como o veto de Bush à lei que proibiria a CIA de torturar presos com afogamento – vieram apenas coroar o malogro que foi o segundo mandato. Há quem diga que Bush foi até mesmo capaz de destruir a autoridade moral americana diante das outras nações do globo. Seu legado deve ainda atrapalhar seus companheiros de partido na tentativa de eleição do sucessor. Os democratas reconquistaram a maioria no Congresso em 2006 e parecem ter boas chances de vitória no projeto de colocar um dos seus na cadeira presidencial em 2009.





O PODER DAS RUAS - Em todo o mundo, multidões protestaram contra a afoiteza do presidente americano em partir para o ataque contra o Iraque. Bush foi pintado como o vilão da história



Sentimento em geral inconseqüente, o antiamericanismo ressurgiu na semana passada como uma força política global. Em diversas capitais do mundo, milhões de pessoas foram às ruas manifestar seu descontentamento com a decisão unilateral e, aparentemente, irreversível do governo americano de invadir o Iraque e depor à força o ditador Saddam Hussein. Embora convocadas por tradicionais adversários dos Estados Unidos, as manifestações não foram orquestradas. Elas receberam a adesão espontânea das multidões até mesmo em metrópoles americanas, como Nova York e Los Angeles. O surgimento de uma opinião pública mundial, poderosa e enfurecida, contra a guerra é uma variável incômoda com a qual Bush e os generais do Pentágono não contavam. Na semana passada, ao mesmo tempo que consideravam inaceitável a idéia de trazer de volta os quase 200 000 soldados que cercam o Iraque, Bush e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, tradicional aliado dos EUA, reuniram seus assessores para avaliar o significado do julgamento que as ruas estão ecoando.



Os governantes guerreiros conhecem há milênios o fogo da opinião pública. Na Roma antiga, nem o imperador podia salvar do ostracismo um general que voltava humilhado de uma campanha malsucedida. Napoleão convocava as multidões para apupar chefes militares desastrados. Como forma de apaziguar a opinião pública, recompensando-a pelo esforço de guerra, o imperador obrigava seus soldados a remeter para casa, na França, o resultado dos saques feitos em território inimigo. A Guerra do Vietnã não foi perdida pelos americanos na selva sufocante do sudeste asiático. Os militares americanos venceram todas as batalhas contra o Exército regular do Vietnã do Norte. A guerra foi perdida nas ruas largas de Washington, Nova York e Filadélfia, onde as passeatas pacifistas tornaram a campanha bélica politicamente insustentável na frente interna.
Na semana passada, sob o fogo do movimento antiguerra, tanto Bush quanto Blair sinalizavam que podem aguardar mais um pouco antes de disparar as ordens de ataque a Bagdá. Blair falou em dar mais três semanas a Saddam para que ele entregue aos inspetores internacionais seu arsenal de armas biológicas e químicas. Comentário do historiador inglês John Keegan, a maior autoridade viva em guerras: "Enquanto as passeatas foram apenas orquestrações anticapitalistas, antiglobalização e antiamericanas, seu poder de influenciar decisões em Washington era nulo. Agora elas têm um peso maior. A história mostra que nenhuma vitória militar pode ser saboreada sem o apoio das ruas". Ninguém espera que o presidente Bush segure os tanques apenas por pressão das ruas, mas, tanto na guerra quanto na política, questões imateriais como oportunidade e psicologia social têm de ser levadas em conta mesmo pelo ocupante do Salão Oval da Casa Branca. Foram esses fatores intangíveis que tornaram impossível para Richard Nixon aprofundar o envolvimento militar americano no Vietnã no começo dos anos 70.



A questão central a enfrentar consiste numa resposta à pergunta: essa guerra dos americanos ao Iraque é justa? E a resposta, por enquanto, é que ela não é justa. Saddam Hussein é um criminoso, sempre se soube. Provocou guerras contra os vizinhos porque tem sede de expandir seu império petrolífero. Já praticou extermínios em massa de grupos dentro do próprio Iraque, por considerá-los hostis a seu governo, como os da etnia curda, que vivem no norte do Iraque. Saddam, além disso, mandou matar políticos que se opuseram a sua tirania, matou membros de sua própria família por considerar que o tinham traído pessoalmente, mandou torturar rivais das formas mais cruéis e, comenta-se, teria até mesmo assistido a sessões de tortura. Mantém-se no poder há duas décadas usando o medo como instrumento. Vinga-se não apenas no corpo dos desafetos. As famílias desses infelizes às vezes também vão para o calabouço aprender os caminhos do martírio. Comparar Bush e Saddam, concluindo que o americano é o Hitler da dupla, traduz má-fé ou ignorância. Os Estados Unidos possuem 8.000 ogivas nucleares estocadas e mísseis capazes de fazê-las explodir na sala de estar de qualquer governante do planeta e ninguém perde o sono com a suposição de que essas bombas estejam a caminho de sua casa. Saddam talvez tenha algumas armas biológicas e químicas, e apenas essa suposição já faz dele um risco concreto para todos os vizinhos.
Tirar Saddam do poder, com assassinato ou prisão, é uma medida justa, mas fazer uma guerra total ao povo iraquiano não é. Os inspetores da ONU encarregados de achar armas químicas ou biológicas supostamente escondidas no Iraque ainda não as encontraram. Não significa que elas não existam. Mas, até agora, não foram vistas pela ONU. E a existência dessas armas é o grande pretexto para a invasão do Iraque. É por isso que França, Alemanha e outros países querem dar mais tempo aos inspetores em sua busca, retardando uma eventual invasão. Ocorre que Bush e os guerreiros que o cercam como assessores na Casa Branca têm certeza de que há armas escondidas e que elas podem ser usadas contra os países vizinhos. Acreditam também que, mais cedo ou mais tarde, deixado impunemente no comando do Iraque, Saddam Hussein encontrará um jeito de provocar ou auxiliar um atentado terrorista contra os Estados Unidos ou outro país que considere inimigo. As conseqüências negativas de uma guerra são, no entanto, de tal envergadura que o simples impulso dos corações que habitam a Casa Branca não justifica moralmente um ataque total ao povo iraquiano.
Washington julga que tem o dever de combater o mal no mundo, especialmente o mal do tipo contagioso. Acha que a guerra contra o Iraque – e sua transformação num regime decente .– é uma oportunidade de combater o vírus do radicalismo no mundo islâmico e de espalhar o exemplo da democracia numa região dominada por tiranias medievais. Muitos dos que pensam com frieza a respeito desse tema acreditam que as conseqüências poderão ser as opostas das desejadas: multiplicação do ódio aos EUA e criação de um caldo de cultura para a multiplicação do radicalismo no Islã.
Impedindo ou não a guerra, a atual torrente pacifista já causou danos à imagem de Bush e dos Estados Unidos. A resistência antiamericana agora é diferente da onda que se seguiu ao ataque terrorista contra os Estados Unidos em setembro de 2001, quando Bush resolveu atacar o Afeganistão, sede do terrorismo islâmico patrocinado pelo Estado religioso dos talibãs. Os manifestantes, naquela época, colocaram os EUA como os vilões e os talibãs como vítimas, quando se sabia que os religiosos fundamentalistas daquele país davam guarida aos campos de treinamento da organização Al Qaeda, de Osama bin Laden. A situação envolvendo o Iraque neste momento é mais confusa. Ponto número 1: a suspeita de que Bush quer fazer a guerra só para se apossar dos campos petrolíferos do Iraque é infantil. As companhias petrolíferas respondem por apenas 6% da riqueza americana e há dúvida se suas ações ganhariam algum valor caso o petróleo iraquiano voltasse a jorrar no mercado mundial. "Mesmo que as companhias de petróleo americanas viessem a lucrar com a guerra, o que é discutível, seria um contra-senso de Bush favorecê-las jogando os outros 94% da economia dos EUA no prejuízo que o clima de guerra acarreta", escreveu o ensaísta alemão Rolf Weitkunat.
Seja como for, o fato é que Estados Unidos e Inglaterra não convenceram o mundo de que a guerra é justa e representa o melhor instrumento para desarmar o Iraque. O problema com George W. Bush é que ele parece não estar se importando com as graves conseqüências de mudar artificialmente de um momento para outro o equilíbrio de forças no Oriente Médio. O que ele fará no dia em que os fuzileiros navais hastearem a bandeira americana em Bagdá? Para muitos analistas, existe um risco mensurável para a paz mundial quando se conduz uma guerra de conquista numa região conturbada e instável.
Os líderes americanos não escondem sua perplexidade diante da reação contrária da opinião pública mundial. "Sendo Saddam uma entidade do mal, o mundo deveria estar nos apoiando por decidirmos lidar com o problema", disse Condoleezza Rice, conselheira de Segurança Nacional da Casa Branca. O antiamericanismo emerge de tempo em tempo com maior visibilidade, especialmente quando os americanos movimentam sua formidável máquina bélica. Esse sentimento se alimenta, por um lado, do legítimo pavor à guerra que a maioria das pessoas tem. Outro tipo de repulsa aos EUA é o antiamericanismo sedimentado em parcela da elite intelectual européia e, por reflexo, no resto do mundo ocidental. Esse antiamericanismo é uma distorção que pode ser percebida em formas diversas, mas carrega uma origem comum. "Na história recente da humanidade, o ódio contra os Estados Unidos tem sido um dos principais vínculos estruturais entre os três tipos de totalitarismo: o fascismo, o comunismo e o islamismo", escreveu o filósofo francês Bernard-Henri Lévy. Para ele, os EUA de agora, com os dentes à mostra, foram criados pelos terroristas islâmicos que atacaram o país no dia 11 de setembro de 2001.
Os americanos são ainda odiados por um motivo mais prosaico: porque há décadas vivem uma era de prosperidade sem igual na história humana. Num planeta em que 45% das pessoas subsistem com menos de 2 dólares por dia, os americanos são os beneficiários de uma opulência que agride os brios dos países retardatários. Além disso, os Estados Unidos têm valores, como a democracia e a liberdade absoluta de manifestação de idéias e crenças, que chocam todos aqueles que aprovam regimes totalitários, entre eles os radicais islâmicos. Os EUA, como país, resultaram da convivência das diferenças. O individualismo de seu povo é uma característica cujos resultados são assombrosamente positivos. Isso tudo produz ressentimento. Como diz um pensador, as pessoas que estão gritando contra os americanos nas ruas estão certas, mas muitas gritam pelos motivos errados.

~~>Década de 2000



A década de 2000, ou ainda anos 2000 é o período de tempo compreendido entre os anos 2000 e 2009. É a primeira década do Século XXI, que por sua vez é o primeiro século do terceiro milénio d.C.Na política internacional, este período é marcado especificamente pelos conflitos militares entre os Estados Unidos e o Oriente Médio, a chamada Guerra ao Terrorismo, representados pela Guerra do Afeganistão e Guerra do Iraque e pelo apoio dos Estados Unidos á Israel na Guerra Israel/Líbano e na Guerra da Palestina, ocorrendo também guerras civis na Palestina (Hamas X Fatah), no Iraque (Sunitas X Xiitas) e no Afeganistão (Regime Talebã X Líderes Tribais).

Ataques de 11 de setembro de 2001.Os conflitos entre Estados Unidos e Oriente Médio foi desencadeado pelos atentados terroristas do World Trade Center em Nova York (em 11 de setembro de 2001), chegando alguns a afirmar que se tratava de um choque entre as civilizações ocidentais e orientais. Iniciam-se as invasões americanas nos países do Oriente Médio e chegam ao fim as ditaduras de Saddam Hussein no Iraque e dos Talibans no Afeganistão,o que, em certo ponto, beneficiou o atual inimigo dos Estados Unidos: o Irã, pois seus piores inimigos eram a ditadura de Saddam Husseim e o regime Taliban, por causa do conflito entre Xiitas e Sunitas. A União Europeia passa a adotar o euro como moeda comum entre os países membros do bloco. Na América Latina, inicia-se também uma onda de esquerda e anti-americanismo, representadas especificamente pelo presidente venezuelano Hugo Chávez,apoiado por Evo Morales. O que não impede,porém,que o regime socialista de Cuba tenha uma grande derrocada, devido ás doenças de Fidel CastroNa economia, após os anos 1990 terem sido marcados pelas privatizações e redução do papel do estado, na década 2000, tem início o enfraquecimento do neoliberalismo, com a retomada das estatais nos setores estratégicos de infraestrutura, o que sempre ocorreu na China, sendo um dos motores de seu crescimento. Ocorre também na Rússia e na Argentina (recém-saídos de graves crises econômicas), no Brasil e em alguns países da europa. A economia mundial passa pelo seu maior período de prosperidade e estabilidade até o final do ano de 2007, quando é desencadeada a Crise do crédito hipotecário de alto risco que coloca em risco a economia de vários países, principalmente dos desenvolvidos.

Visualização gráfica de várias rotas em uma porção da Internet mostrando a escalabilidade da redeNesta década, a Internet se consolida como veículo de comunicação em massa e armazenagem de informações,principalmente após a fase da World Wide Web e a globalização da informação atinge um nível sem precedentes históricos.Nas artes, tendências ligadas a pós-modernidade continuam se manifestando na medida em que suportes como o happening, a instalação, o vídeo,a "arte digital" entre outros mantém-se na ordem do dia de Bienais e mostras internacionais, ainda que desde a década de 1980 os suportes tradicionais tenham sido revitalizados. Surge, assim, nesta época um movimento artístico denominado Tropicalismo. Na música erudita, porém, há início de uma tendência à valorização do tradicional em detrimento do experimentalismo, renovando as formas consagradas até o Romantismo, o que pode ser verificado pelas obras mais recentes de compositores consagrados como Penderecki e Arvo Pärt, que readotaram o tonalismo, embora as tendências ligadas ao pós-modernismo, expressas em trabalhos como os de John Adams, Philip Glass, entre outros, continuem se verificando.A década também é marcada pela expansão da telefonia fixa e o uso de celulares. E também pela chegada de várias operadoras e pela tecnologia VOIP (telefonia via internet, como o Skype) A tecnologia tem grande destaque como as tvs de plasma e os desktops de tela LCD, tornando as tvs e monitores CRT obsoletos;A chegada da TV digital; Internet banda larga; Aumento na compra de computadores; popularização de desktops e laptops em relação aos PCs, Explosão de Lan Houses (Brasil). No final da década, o mundo se depara com a 1ª pandemia do terceiro milênio.



*No Brasil

A década de 2000 ficou marcada como a década em que a esquerda política brasileira teve um representante seu eleito presidente do país, através de um legítimo processo democrático. O presidente eleito foi Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2002, após quatro tentativas anteriores, e reeleito em 2006. Também foi época de casos de corrupção, como o caso Waldomiro Diniz e o "Mensalão".A eleição do Cristo Redentor como uma das Sete Maravilhas do Mundo e a visita do "Papa Bento XVI" também marcaram a década no Brasil.

*Tecnologia
Cresce a popularização da
banda larga, substituindo gradualmente a conexão discada à Internet.
Microsoft lança o
Windows XP, o Windows Vista e o Windows Seven
Previsão para o lançamento do
Windows Azure, sistema operacional da Microsoft para a Computação em nuvem.
Canonical lança o
Ubuntu, que se torna a mais popular distribuição Linux no desktop, e uma das primeiras com foco no usuário comum.
O Sistema Operacional
Linux Kurumim é descontinuado.
Lançado o pacote
OpenOffice.org, suíte de escritório gratuita de de código livre, competindo com o Microsoft Office e o Google docs
Apple renova seus paradigmas tecnológicos, lançando o
Mac OS X e computadores com chip da Intel
Blu-ray substitui o DVD, que por sua vez torna obsoleto as fitas VHS.
Introduzido o
Blu-ray, que ganha a disputa contra o HD DVD.
Em
2009 já é anunciado o desenvolvimento do Holographic Versatile Disc ou HVD que é a nova tecnologia de discos ópticos,que promete suceder o Blu-ray.
Surge a tecnologia de telefonia via Internet (VOIP), com o
Skype
O
disquete cai em desuso, sendo substituído pelo CD-R,DVD,pen-drive e o ressurgimento dos cartões-de-memória
A
Apple lança o iPod e o Iphone, revolucionando o mercado de celulares e MP3 players.
Surgem na Internet as redes sociais como o
Orkut, Facebook, MySpace e Twitter.
Introduzida a
Wikipedia
MP3 Players, MP4 Players, Celular, Desktops,Laptops e Câmera digital se tornam populares.
Google lança o Google Earth e o Google Knol
Popularização do conceitos de
Computação em nuvem.
Popularização do conceito de compartilhamento de vídeos, puxado especialmente pelo
YouTube.
A
AMD torna-se cada vez mais popular,chegando á criar um processador de 1 Teraflop:O AMD Firestream.


*Ciência
Concluído o
Projeto Genoma
Descoberto o
planeta-anão Éris, maior que Plutão. A descoberta motivou a redefinição do sistema solar, criando a categoria dos planetas-anões, dentro da qual foram incluídos Éris e Plutão, além do antigo asteróide Ceres. Esses planetas formaram um grupo separado dos planetas principais, que voltaram a ser oito.
Descoberto
Gliese 581 c, o primeiro planeta possivelmente habitável fora do sistema solar.
Descoberto o planeta
Sedna, que posteriormente é rebaixado á planeta-anão junto com Plutão.
Plutão é "rebaixado" á Planeta-Anão
NASA confirma a existência de água em Marte
A nave
Voyager 1 chega à heliopausa e ultrapassa os limites do sistema solar
Polêmica referente ao
Aquecimento Global
Inicia-se o funcionamento do
Grande Colisor de Hádrons, na fronteira da França e da Suíça.
Equipe de
paleontologia da ULBRA descobre o dinossauro mais antigo encontrado até atualmente, no Rio Grande do Sul, na região da Paleorrota.



*Guerras e política

Barack Obama, o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos.
2001 - Atentados com aviões destroem o World Trade Center e parte do Pentágono
Início da
Guerra do Afeganistão e im do governo taliban no país.
2002 - 2007 - Chegam ao poder políticos de esquerda na América Latina, como Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, Evo Morales na Bolívia e Michelle Bachelet no Chile
2002 - Independência de Timor-Leste
2003 - 2006 - Saddam Hussein é deposto, condenado à morte e executado na **forca
2003 - Inicia-se a Guerra e a Invasão do Iraque
2004 - Morre Yasser Arafat
Ocupação do
Haiti por tropas de paz da ONU, após conflitos armados espalharem-se pelo país e o presidente Jean-Bertrand Aristide asilar-se na África do Sul.
2006 - Julgados por crimes contra a humanidade, os ditadores Slobodan Milošević e Augusto Pinochet morrem antes do veredicto
Cisão da
Sérvia e Montenegro
2008 - Chega ao fim a governo de Fidel Castro em Cuba
Declaração da Independência de
Kosovo.
Barack Obama é eleito como o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos.
2009 - Barack Obama toma posse como Presidente dos Estados Unidos em 20 de Janeiro de 2009.

* Economia
Xangai, um dos símbolos do recente boom econômico da China.
Foi uma das
décadas mais estáveis e prósperas da economia mundial até o final do ano de 2007 quando a Crise econômica de 2008-2009 colocou em risco a economia mundial levando vários países a entrar em recessão.
O
Brasil consegue acumular mais reservas do que a dívida externa, recebendo status de credor. Embora, apresentando crescimento econômico médio-baixo em comparação com a média dos países emergentes, o país mantem sua economia estável.
A
China atinge um crescimento econômico sem precedentes. Alguns[quem?] chegam até á cogitar que a República Popular da China seja a "Segunda Superpotência Mundial Atual"

*Televisão
Popularizam-se os
reality shows, como o Big Brother e A Fazenda;
Sob a influência da
Internet, voltam a receber popularidade programas humorísticos infantis como Chaves e Chapolim por parte do público na faixa dos 18 a 30 anos;
Repopularização de desenhos clássicos,como o
Pica-Pau, Tom & Jerry e Os Simpsons;
Popularização do desenho
Bob Esponja;
Surgimento de séries americanas de grande sucesso como
LOST, Grey's Anatomy, Ugly Betty, Heroes, Prison Break e 24 horas.
Aumento da popularização da
TV por assinatura;
Crescimento na
Rede Record e crise no SBT.
A Disney traz de volta os musicais, inovando com High School Musical (1, 2 e 3) lançando novos astros como
Zac Efron, Vanessa Hudgens e Ashley Tisdale e acumulando milhões em produtos e com fãs em todo o mundo.
A
TV digital é implantada no Brasil, apesar de ser facultativa até 2016.
A escocesa
Susan Boyle torna-se célebre no mundo todo após ter participado de um Reality Show inglês "Britain's Got Talent", batendo um recorde de visualizações de seus vídeos na internet.
* Diversão eletrônica


PlayStation 3 na E³ 2006
A indústria dos jogos eletrônicos desbanca Hollywood, assumindo em alguns momentos o posto de industria do entretenimento mais cara, sofisticada e lucrativa.
Os jogos eletronicos começam a ser encarados como um tipo de arte, com alguns como
Bioshock ganhando premios em revistas e publicações de diferentes ramos artisticos.
Nascimento dos jogos que envolvem a união familiar e execicios físicos, através do console de mesa
Wii e do acessorio Wiifit da Nintendo.
Avanço no começo e retrocesso no final do século, dentro do mercado de jogos para computador. Jogos importantes: Half Life 2, The Sims.
Com o avanço da internet, os
MMORPG (Massive Multiplayer Online Role-Playing Game) se tornam uma febre. Jogos importantes: World of Warcraft, Lineage 2, Warhammer Online.
Lançados os consoles de Sexta Geração:
Playstation 2 da Sony em 2000, Xbox da Microsoft e Game Cube da Nintendo em 2001. Jogos importantes: God of War, GTA 3, Halo.
Lançados os consoles de Sétima Geração:
Xbox 360 da Microsoft. Wii da Nintendo e PlayStation 3 da Sony no ano de 2007. Jogos importantes: Bioshock, GTA 4, Halo 3.
Ascensão dos portateis como plataforma popular de jogos. Lançados na Sexta Geração: GameBoy Advanced da Nintendo em 2001, N-Gage pela Nokia em 2003.Lançados na Sétima Geração: Nintendo DS da Nintendo e PSP da Sony em 2004.
* Internet


Começam a se popularizar os serviços de mensagens instantâneas, como o MSN, em relação ao ICQ.
Crise do
e-mail em relação ás outras tecnologias.
Surgem os primeiros serviços de relacionamento, como
Twitter, Orkut, MySpace, Hi5 e Facebook;
Inaugurada a
Wikipedia, a Conservapédia e o Google Knol.
Projeto da
Wikimedia Foundation, a Wikispecies tenta reunir todas as espécies de seres vivos da Terra.
Início do movimento conhecido como
Web 2.0,tendo como principais ícones a Wikipédia, Conservapédia, Google Knol, Youtube, Orkut, Blogs, Fóruns de discussão, Twitter e a construção coletiva do Linux.
Aplicativos comuns de desktop passam gradualmente a ser fornecidos online;
Extrema popularização dos
freeware e do software livre.
Lançamento dos browsers
Mozilla Firefox , Google Chrome e Opera.
Crise do
Internet explorer.
Lançamento do maior site de videos do mundo, o
YouTube.
Google descontinua o Google Vídeos e o Google Lively.
*Modas


Surge a moda adolescente dos
emos e dos Geeks
Os
clubbers, no início da década, vivem o seu auge.
Populariza-se a moda retrô
Surgimento e popularização do movimento "Indie", que vive de bandas de rock alternativo, britrock, entre outros.
Entram em moda as
botas de plataforma, usadas no vestuário feminino
Repopularizam-se as geladeira antigas
Surgem os carros modernos
Surgem as geladeiras modernas
Surge as famosas Escovas Progressivas deixando os cabelos cada vez mais lisos (se tiverem à textura fina) e esticados (se tiverem à textura grossa).

*Esporte

2000 - Olimpíadas de Sydney, Austrália.
2001 - A cidade de Pequim é escolhida como sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2008.
A
Seleção Francesa de Futebol é campeã da Copa das Confederações.
2002 - Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City nos EUA.
Em junho, o
Brasil torna-se pentacampeão mundial de futebol, na Copa sediada no Japão e na Coréia do Sul.
Em agosto, a
cidade do Rio de Janeiro é escolhida para sediar os Jogos Pan-americanos de 2007.
2003 - Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, República Dominicana.
A
Seleção Francesa de Futebol é bicampeã da Copa das Confederações.
2004 - Olimpíadas de Atenas, Grécia.
Em maio , a
África do Sul é escolhida para sediar a Copa do Mundo FIFA de 2010.
2005 - A Seleção Brasileira de Futebol é bicampeã da Copa das Confederações.
A
cidade de Londres é escolhida como sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012.
2006 - Jogos Olímpicos de Inverno de Turim na Itália.
A
cidade de Guadalajara é escolhida para sediar os Jogos Pan-americanos de 2011.
A
Itália torna-se tetracampeã mundial de futebol, na Copa sediada na Alemanha.
2007 - Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, Brasil.
Em outubro, o
Brasil é escolhido para sediar a Copa do Mundo FIFA de 2014.
2008 - Olimpíadas de Pequim, China.
2009 - A Seleção Brasileira de Futebol é tricampeã da Copa das Confederações na África do Sul.
Em outubro, a cidade
brasileira do Rio de Janeiro foi escolhida como sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016.